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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 9 - A cultura romana

A produção intelectual

Os romanos escreveram vários tipos de obras literárias: livros de história, romances, cartas, tratados de filosofia, retórica e religião, além de poesia e peças de teatro. Grande parte desses textos, escritos em latim, foi produzida pela elite. É o caso de Virgílio (70-19 a.C.), autor do poema épico Eneida, e de Ovídio (43 a.C. - 18 d.C.), que escreveu Arte de Amar, espécie de manual que ensina como o homem deve proceder para conquistar o amor de uma mulher.
Conhecido na época como Anfiteatro Flávio, o Coliseu
foi construído no século I d.C., com a capacidade para 50
mil pessoas. Na arena do Coliseu eram realizados diversos
tipos de espetáculo, mas os combates com gladiadores
eram os mais apreciados.
Na área de história, os romanos escreveram sobre a cidade de Roma e seu império. OS principais autores nesse campo foram Salústio, Titio Lívio, Tácito E Suetônio. Algumas pessoas ricas e governantes patrocinavam o trabalho de poetas e historiadores.

Diversão e Cultura

Todos os moradores de uma cidade do Império Romano podiam contar com uma variedade de divertimentos. Destacavam-se os banhos públicos e espetáculos como as corridas de quadriga, as lutas de gladiadores e o teatro.
O prazer maior, contudo, estava nas corridas e nas lutas entre gladiadores, em geral escravos ou condenados. Desses espetáculos participava toda a sociedade, desde o magistrado principal até o mais humilde cidadão. Nas cidades, organizavam-se grupos rivais que torciam por um ou outro grupo de gladiadores ou condutores de bigas e quadrigas.

Retórica: Arte de falar bem; conjunto de regras para produzir um bom discurso.
Poema épico: Tipo de narrativa centrada nas ações de heróis e em acontecimentos extraordinários
Quadriga: carro puxado por quatro animais.

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

A civilização romana - parte 8 - A sociedade romana e sua religião

A religião

Os romanos tinham, no princípio, crenças muitos particulares. Cultuavam vários deuses, entre eles Vulcano. O convívio com etruscos e gregos alterou esses rituais. Muitas práticas foram incorporadas. Vulcano, por exemplo, passou a ser comparado ao deus grego Hefesto, e Zeus passou a ser cultuado com o nome de Júpiter.
Com a expansão territorial, os romanos incorporaram ainda deuses cultuados na África e na Ásia, como os egípcios Osíris e Ísis. Os romanos acreditavam ainda na capacidade de algumas pessoas preverem o futuro por meio da observação do vôo das aves ou da análise das vísceras de animais. Eram os chamados augures.

Os rituais religiosos

Os rituais religiosos eram, em sua maioria, festivos. A cada começo do mês, por exemplo, era costume o chefe das famílias ricas sacrificar um animal, em geral um leitão, para os espíritos que protegiam a casa, chamado Lares e Penates. A carne desses animais era servida posteriormente em um banquete para diversos convidados.

A família

Para os romanos, a família era composta pelo pai, a mãe, filhos, mais o escravos e os libertos (ex-escravos), além da propriedade. Os jovens,em sua maioria, pretendiam formas família e conquistar autonomia. Nas famílias ricas eram os pais dos noivos que combinava o casamento dos filhos. Os principais motivos para se casar eram o desejo de aumentar o patrimônio e ter filhos que pudessem herdá-lo. Tanto a mulher quando o homem podiam tomar a iniciativa de separação. Várias mulheres de militares, por exemplo, casavam-se novamente durante a longa ausência do marido.
Assim que nascia, a criança de família rica era confiada a uma nutriz, que se encarregava de amamentá-la. Cabia a ela também cuidar da educação da criança, o que fazia com a ajuda de um pedagogo, também chamado de nutridor. Até a puberdade, a nutriz e o nutridor zelavam pela boa formação de meninos e meninas da elite.


veja também a parte final

sábado, 26 de outubro de 2013

A civilização romana - parte 7 - O início do Império Romano

Júlio César e a centralização do poder

Escultura do ano 50 d.C.
representando Júlio César
Um dos principais líderes militares romanos começou a se destacar na região da Gália. Seu nome: Júlio César.
Com grande popularidade, ele soube manipular a situação para formar o Primeiro Triunvirato. Tratava-se de um acordo pelo qual César e outros dois generais romanos (Pompeu e Crasso) comprometeram-se a se auxiliar mutuamente para monopolizar o poder em Roma e nos territórios conquistados.
Com a morte de Crasso, o Triunvato chegou ao final. A disputa pelo poder transformou-se então em verdadeira guerra civil, opondo César e Pompeu. Derrotado sucessivamente e em fuga, Pompeu foi morto no Egito.
Com a vitória, Júlio César foi declarado ditador pelo Senado. Ele fez um governo hábil: anistiou os inimigos, reformou a administração pública e atendeu às demandas sociais.
Apesar da popularidade, em 44 a.C. César foi morto em consequência de uma conspiração liderada por vários senadores que temiam ver nele a volta da monarquia.

Otávio inicia o império

Após a morte de César, formou-se o Segundo Triunvirato, composto dos generais Marco Antônio, Otávio e Lépido, todos aliados de César. Depois de uma luta sangrenta entre exércitos rivais, as tropas do general Otávio venceram as de Marco Antônio. Esse acontecimento marcou o fim da república e início do Império Romano.
No regime implantado por Otávio, o Senado e outras instituições políticas continuaram a existir. Perderam, porém, parte significa tiva de suas funções.
Otávio foi proclamado imperador em 27 a .C. e recebeu do senado várias atribuições, como o direito de vetar medidas aprovadas pelos senadores. Consolidou sua posição de comandante dos exércitos e recebeu o título de Augusto, que dava caráter à sua figura.
A partir do governo de Augusto, os territórios romanos foram reorganizados, as fronteiras foram fortalecidas e povos rebelados foram pacificados. E era o início de um período conhecido por pax romana.

Ditador: Aquele que concentra todos os poderes. Em Roma, esse poder era conferido pelos cônsules a um cidadão em momentos de crise.
veja também a continuação ..

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A civilização romana - parte 6 - Pró-Império

O imperador Otávio Augusto, o maior
símbolo do poder romano, escultura
do século 1 a.C.

Lutas sociais em Roma

As conquistas territoriais possibilitaram a Roma acumular muitas riquezas, mas também fizeram aumentar o número de pobres na cidades e nos campos.
Diante dessa situação,  Tibério Graco, eleito tribuno da plebe em 134 a.C., propôs várias mudanças. Uma delas estabelecia uma ampla reforma agrária que limitava o tamanho das propriedades rurais e distribuía terras àqueles camponeses pobes que lutavam nas guerras.
Apesar de aprovada pelo Senado, a proposta teve forte resistência das elites. Assim, numa rebelião liderada pelos patrícios, Tibério acabou sendo assassinado.
Após dez anos, as ideias de Tibério sobre a reforma agrária foram retomadas por seu irmão, Caio Graco, eleito tribuno da plebe. Além de defender a distribuição de terras para a população pobre, Caio propôs ainda estender a cidadania romana aos povos aliados da Península Itálica. A resistência às propostas de Caio foi geral. Temendo ser assassinado por seus inimigos, ele determinou que um escravo o matasse

O prestígio dos militares

Com as constantes guerras de conquista, cada vez mais longas e distantes da Itália, tornou-se necessário reorganizar o exército romano. O exército não era permanente, mas formado periodicamente pelos cidadãos. Uma cavalaria, composta pelos indivíduos ricos, e uma infantaria, formada pelos camponeses, guerreavam apenas no verão. A partir das reformas implementadas em 111 a.C., Roma passou a ter um exército fixo: voluntários recebiam um salário para combater. Esses novos soldados eram mais ligados aos seus generais, pois deles recebiam terras, escravos e objetos saqueados. Nesse cenário, líderes militares que conquistavam vitórias nas guerras começavam a ganhar prestígio

veja também a continuação.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 5 - As guerras de conquistas

A expansão pelo Mediterrâneo

O  domínio da Península Itálica fez de Roma uma potência. Na disputa por rotas de comércio e terras, não tardou para que a cidade entrasse em conflito com outras potências do Mediterrrâneo.
O mais intenso dos conflitos ocorreu com Cartago, cidade ao norte da África fundada pelos fenícios e que controlava o Mediterrano ocidental. Ao todo foram três guerras entre romanos e cartagineses, denominadas Guerras Púnicas. Acompanhe:
clique para ampliar
  • A Primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.) iniciou-se com a intervenção romana numa colônia de Cartago situada na Sicília. O conflito trouxe uma novidade para os romanos: o combate no mar. Com hábeis marinheiros, Cartago era a principal potência marítima do período. Os romanos só conquistaram a vitória após copiar, com a ajuda dos gregos, os barcos inimigos.
  • A Segunda Guerra Púnica (218-202 a.C.) desenvolveu-se quase toda em território romano. Liderados por Aníbal, os cartagineses conquistaram várias vitórias. O quadro só se reverteu  com a decisão romana de atacar Cartago. Aníbal viu-se então obrigado a recuar para defender sua cidade e acabou derrotado na Batalha de Zama (veja o mapa).
  • Na Terceira Guerra Púnica (150-146 a.C.), Roma foi implacável com o inimigo. Atacou e destruiu completamente a cidade, escravizando os sobre viventes. Com essa vitória, completou-se o ciclo de batalhas que dariam aos romanos o controle de grande parte do Mediterrâneo. 
  • Pintura atríbuida a Jacopo RIpanda, século XVI, representan-
    do o general cartaginês Aníbal avançando com o seu exército.

Uma nova cidade

As conquistas transformaram Roma. Os espólios de guerra e os tributos pagos pelos vencidos enriqueceram a cidade. A nobilitas, isto é, a aristocracia formada de patrícios e plebeus enriquecidos, foi o principal grupo grupo beneficiado. Seus membros, sobretudo os senadores, continuaram a controlar os principais cargos públicos, civis e militares, assumiram a administração dos novos territórios.
As guerras possibilitaram ainda a formação  de um novo grupo social: o dos cavaleiros. Eram assim chamados porque sua  fortuna pessoal possibilitava que eles servissem na cavalaria durante as guerras. A fortuna desse novo grupo social provinha da cobrança de impostos e do comércio nas áreas conquistadas, além do exercício de cargos públicos.
vinho e azeite, principais produtos produzidos nas terras
conquistadas pelos romanos.
A economia também se transformou. A obtenção de terras e escravos levou ao surgimento de propriedades escravistas, que produziam principalmente vinho e azeite. Senadores e cavaleiros geralmente possuíam tais fazendas, que exigiam um alto investimento para serem montadas. Mas isso não significou o desaparecimento da pequena propriedade camponesa, que continuou produzindo cereais e outros alimentos de subsistência. A conquista de um império proporcionou um grande aumento do comércio.
O conflito entre romanos e cartagineses teve outra consequência: a luta pelo controle do Mediterrâneo oriental. Aliados de Cartago, os macedônios resolveram atacar Roma. A síria também acabou se envolvendo no conflito. Os dois impérios foram derrotados e submetidos pelos romanos em 190 a.C

O governo nas áreas conquistadas

Aliados: cidades da Península Itálica que decidiram unir-se a Roma. Não pagavam tributos, mas forneciam soldados para o exércitos.
Municípios: nome dado aos territórios conquistados na Península Itálica. Tinham que pagar impostos e fornecer soldados para os exércitos.
Províncias: territórios conquistados fora da Península Itálica. Em geral, eram governadas por um magistrado romano e deviam pagar impostos. Algumas províncias gozava de maior autonomia.
Em geral, em todos território conquistado a cultura e a organização administra tiva local eram respeitadas.

A escravidão em Roma

As conquistas de Roma e a expansão pelas terras do Mediterrâneo provocaram muitas mudanças. A mão-de-obra escrava aumentou, já que os prisioneiros de guerra eram transformados em escravos. Nos campos, além de camponeses livres, contratados geralmente no períodos de colheita, passou a utilizar escravos nas grandes propriedades. 
Os escravos podiam ser prisoneiros de guerra, filhos de escravos ou até mesmo homens livres que se vendiam para um senhor. Alguns pais pobres também vendiam os filos como escravo. O escravo era considerado, pela lei, um dos bens do seu senhor: podia ser vendido, alugado ou morto.
Com o aumento do escravismo também despontaram as revoltas de escravos. As primeiras rebeliões ocorreram na Sicília, entre 136 e 132 a.C., sucedidas por outras mais fracas em outras regiões. Em 73 a.C., em Cápua, no sul da Península Itálica, o gladiador Espártaco liderou uma revolta contra Roma que durou dois anos. A rebelião foi sufocada; seu líder morreu em batalha e certa de 6 mil pessoas foram crucificadas.
A revolta dos escravos que ocorreram na Península Itálica e na Sicília não tinham por objetivo abolir a escravidão. Os revoltosos pretendiam somente libertar-se e fundar novas comunidades ou regressar às suas pátrias. 

Púnico: Nome pelo qual os romanos chamavam os cartagineses. 


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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 4 - Primeiras conquistas

A conquista dos plebeus

Os plebeus começaram a se rebelar contra essa situação de desigualdade. As revoltas possibilitaram inúmeras conquistas, como o estabelecimento das leis escritas e restrições à escravidão por dívidas.
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Observe no quadro ao lado o resultado das lutas plebéias. 
Ao longo de quase 200 anos, essas lutas transformaram a sociedade romana, aumentando a participação política da população.
Os escravos, porém, continuaram fora das decisões políticas, pois não eram cidadãos. Também não devemos esquecer que havia plebeus pobres e ricos. A entrada de plebeus ricos no senado e seu acesso às magistraturas levaram à formação de  uma nova aristocracia, a nobilitas, formada pelas famílias ricas patrícias e plebeus enriquecidos.

O controle da Península Itálica

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O início do processo de expansão territorial ocorreu simultaneamente aos conflitos entre patrícios e plebeus. As guerras que os romanos travaram com povos vizinhos tinham por objetivo defender seu território de saques e obter terras para uma população que crescia cada vez mais.
No século IV a.C., Roma controlava o centro da Península Itálica  (veja o mapa.). Ao norte, porém, sofria pressão dos gauleses, que saquearam a cidade em 390 a.C. Ao sul, enfrentavam a ameaça das colônias gregas. Mas, no século I a.C., por meio de guerras e acordos políticos, Roma passou a ter controle quase total da península.

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terça-feira, 22 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 3 - A república romana

Nova ordem política

Com a queda dos reis etruscos, o governo de Roma passou a ser uma rés pública, que em latim significa coisa pública. No período republicano, o Estado era considerado bem público, administrado pelos cidadãos.
Na república romana, porém, nem todos os cidadãos tinham o mesmo poder político. O poder maior passou a ser exercido por dois cônsules, escolhidos pelos patrícios no Senado. Eleitos para o mandado de um ano, os cônsules eram auxiliados pelos magistrados, pelo Senado e pelas assembléias.
Durante a república, havia em Roma três tipos de assembléia:
Esquema mostra os principais magistrados de Roma. (clique para ampliar.)
  • Assembléia por tribos: os cidadãos eram divididos pelo local de origem ou  de residência.
  • Assembléia por centúrias: divisão dos cidadãos de acordo com a riqueza e a participação no exército.
  • Assembléias da plebe: formada apenas por plebeus.
As mulheres e os escravos não faziam parte de nenhuma assembléia, pois não tinham o direito de participar das decisões políticas de Roma.
Os patrícios elegiam os magistrados e os senadores e podiam ser eleitos ara esses cargos. já os plebeus elegiam os magistrados, mas não podiam ser candidatos. Dessa forma, apenas os patrícios se revezavam no poder e os plebeus ficavam excluídos. Essa situação gerou grande descontentamento dos plebeus.

A luta entre plebeus e patrícios

Patrícios e plebeus participavam da vida pública de Roma, mas de maneira diferente. O voto nos comícios por centúrias em Roma era censitário, ou seja, de acordo com a posição da pessoa no censo, a lista de cidadãos.  Quando mais rico o cidadão, mais valia seu voto. Isso tirava o peso dos votos de muitos pebleus e fazia com que os patrícios controlassem as eleições dos magistrados.
Era possível observar a desigualdade entre patrícios e plebeus até na guerra. Após uma vitória romana, ocorria a divisão dos bens retirados dos inimigos, que incluíam escravos e terras. A divisão do espólio  era feita de acordo com a posse de armas. Como os patrícios detinham os melhores armamentos, ficava com a maior parte do espólio.
Muitos pebleus, em geral pequenos proprietários rurais, eram convocados para a guerra em plena época de plantio e colheita. Ao voltar da guerra, viam-se obrigados a contrair empréstimos, usando sua propriedade como garantia. Conforme a lei, os plebeus que não conseguissem pagar suas dívidas e resgatar sua hipoteca perdiam suas propriedades e sua liberdade, tornando-se escravos.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 2 - A organização de Roma.

A organização social

A sociedade romana dividia-se basicamente em dois grupos:
  • Patrícios (de patres, pais, chefes de família): formavam a aristocracia de Roma. Eles pertenciam a famílias que se consideravam descendentes de um antepassado comum. Eram os mais ricos, possuíam mais gado e terras. Por muito tempo, apenas os patrícios puderam lutar no exército.
  • Plebeus (de plebs, multidão) eram os mais pobres, viviam como agricultores ou artesão e geralmente trabalhavam para os patrícios. Não tinham participação no governo da cidade. Mesmo quando enriqueciam não podiam participar intensamente da vida política de Roma.
Também havia os clientes, um grupo intermediário entre os patrícios e os plebeus. Em geral, esse grupo era constituído de pessoas pobres, escravos libertos, estrangeiros ou filhos ilegítimos que dependia da proteção de um patrício para sobreviver.
Os clientes fazia parte da família do patrício protetor, mas não tinham direitos. O cliente recebia do patrício terras, gado e proteção. Em troca, deveria ajudar seu patrão em caso de guerra ou até auxiliá-lo economicamente. Para o patrício, quanto maior o numero de clientes sob sua proteção, maior era seu prestígio social e político
Nessa época já existiam escravos, mas ainda eram poucos, se comparado ao tempo posterior da república e do império.

A organização política

A primeira fase da história romana iniciou-se em 753 a.C., a data da fundação da cidade. Nessa fase,  Roma teve uma forma de governo monárquica. Os últimos reis foram etruscos.
Durante a monarquia, o rei era eleito pelo senado, um conselho formado pelos chefes das famílias patrícias de Roma. Cabia depois aos comícios curiais aceitar ou não o rei eleito pelos patrícios no senado.
A Comitia Curiata, como se chamavam, eram assembléias compostas de guerreiros com até 45 anos.
Os reis podiam declarar guerras, administrar a justiça e presidir os principais rituais religiosos. Mas os reis não tinham poderes ilimitados. O rei devia ouvir a opinião do senado em todas as questões relativas à cidade e também dependia das assembléias para garantir seu poder.

O fim da dominação etrusca

No final do século VI, os reis etruscos enfrentaram vários problemas. Ao se dirigirem para o sul da Península Itálica, encontraram um conflito com os cartagineses. Ao norte, próximo à região dos Alpes, enfrentaram os gauleses. 
Durante o domínio etrusco, a aristocracia romana se fortaleceu, enquanto a situação dos plebeus ficou mais díficil. Contantemente endividados com os patrícios, muitos plebeus eram transformados em escravos.
A crescente presença da população plebéia de Roma no exército fez com que os soldados exigissem maior participação política.
A assembléia do povo em armas, os chamados "comícios por centúrias", tornou-se mais importante, deixando de lado pelos comícios curiais.
Enfraquecidos com as guerras e enfrentando oposição dos patrícios em Roma, os etruscos acabaram expulsos em 509 a.C. O fato marcou o início da república, um novo momento da história na cidade.

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A civilização Romana - parte 1 - A formação de Roma

Vista do Rio Tibre, em Roma, 2012.

Pequenos núcleos às margens do Tibre

A região onde surgiu a cidade de Roma era habitada desde o século X a.C. pelos latinos. Eles moravam em aldeias no alto dos montes e viviam basicamente como pastores, embora também caçassem. 
Estudiosos analisaram vestígios encontrados no Monte  Palatino e concluíram que, por volta do século VIII a..C., formou-se uma comunidade naquela região. A comunidade era composta de várias aldeias latinas unidas provavelmente para se defenderem dos sabinos, outro povo que também vivia na região

A influência etrusca

(Clique para ampliar)
Os etruscos viviam ao norte de Roma e dominavam toda a região que se estendia da margem oposta do Rio Tibre até terras além do Rio Arno (veja o mapa). Ainda não se sabe ao certo a origem dos etruscos, mas sabe-se que eram um povo de comerciantes e navegadores, com intensos contatos com os fenícios e as colônias gregas do sul da Península Itálica.
Por volta de 600 a.C., os etruscos chegaram a Roma para aumentar suas rotas de comércio. Comerciantes e artesão estabeleceram-se na nova cidade, mas não dominaram Roma militarmente. Aos poucos, ligaram-se às famílias ricas, por casamentos ou por prestação de serviços.
Muitos costumes romanos, alguns deles de orgiem grega ou fenícia, foram influenciados pelos etruscos. Por exemplo, o hábito de vestir túnica, algumas práticas religiosas, como a interpretação da vontade divina por meio da observação das vísceras de animais e o culto a Júpiter e a Minerva. A própria cidade de Roma cresceu muito com os etruscos: o comércio aumentou, canais de drenagem foram construídos para secar os pântanos nas planícies e a área do Fórum formou-se o centro da cidade, local de mercado e assembleias políticas

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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Cotidiano e vida grega antiga - parte 7 - Esculturas gregas e a Origem da Filosofia

A escultura Grega

Acima, à esquerda, Kouros, escultura grega em mármore, cerca
de 530 a.C.; ao seu lado, Korai, escultura grega em mármore,
século VI a.C.
As esculturas gregas em geral decoravam o interior  das residências e, principalmente, os templos. Infelizmente, poucas estátuas gregas originais sobreviveram. Muitas obras que hoje são vistas em museus são cópias feitas pelos romanos. Normalmente a escultura grega é dividida em três fases: a arcaica, a clássica e a helenística.

Fase arcaica

A cerca de 700 a.C., os artistas gregos aprenderam a esculpir figuras humanas e a trabalhar com o mármore. A escultura desse período foi muito influenciada pela arte oriental, especialmente a egípcia. Apareceram, então, figuras em tamanho natural, rígidas e esculpidas de frente. As esculturas masculinas mostrava rapazes nus (kouros, em grego) e as femininas representavam moças vestidas (korai, em grego).

Fase Clássica

Esculturas comuns da fase clássica, esculpidas em mármore.
No século V a.C., os artistas passaram a utilizar o bronze, material mais resistente e que facilitava o trabalho de modelar as curvas. As obras desse período expressam uma preocupação naturalista: as figuras de homens e deuses são esculpidas em diferentes posições, os atletas aparecem em pleno movimento, as mulheres ganham vestes esvoaçantes ou são representadas nuas. As figuras humanas revelam ainda o ideal de beleza dos gregos: corpos atléticos, expressões tranquilas e movimentos suaves.

Fase Helenística

A partir da conquista macedônica, em fins do século IV a.C., os artistas gregos procuraram criar obras cada vez mais realistas. Eles pretendiam não apenas representar o corpo humano, mas também suas emoções, dores e angústias. Por isso, muitas expressões humanas parecem exageradas e caricaturais. Os artistas passaram ainda a esculpir não apenas uma figura, mas também um grupo de figuras humanas. Muitos artistas, porem, continuaram esculpindo figuras idealizadas, próprias do estilo clássico.

Sócrates e a filosofia

A filosofia nasceu na Grécia e significa "amor à sabedoria". Os estudos filosóficos nascera, do desejo de conhecer a natureza e o homem, das perguntas e dúvidas que sempre incomodaram o ser humano: Por que existe a vida e a morte? Como surgiu o universo? O que é certo e o que é errado? O que é justo e o que é injusto? Os filósofos procuram responder a essas e outras perguntas com argumentos racionais e não por mito e de explicações sobre naturais.
Um dos mais destacados filósofos gregos foi o ateniense Sócrates, que viveu no século V a.C. Sócrates passava horas em praça pública discutindo suas idéias com as pessoas. Ele defendia que o ser humano só conheceria a verdade de todas as coisas se admitisse que nada sabia. Aceitar a ignorância, questionar aquilo que imaginamos saber, discutir as várias explicações dadas para uma situação, esse era o caminho para alcançar a sabedoria, para conhecer a verdade.
Acusado de corromper a juventude e negar os deuses da cidade, Sócrates foi condenado a morrer ingerindo cicuta, um poderoso veneno. Ele não nos deixou registros escritos. As idéias e a morte de Sócrates foram relatadas por seu discípulo Platão, em suas obras Apologia de Sócrates e Fêdon.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Cotidiano e Cultura Grega Antiga - parte 6 - A arte grega

A pintura

Vaso ático com figuras pretas
A pintura de vasos de cerâmica foi muito praticada em toda a Grécia. Pintavam-se desde personagens míticos até cenas de batalha ou da vida cotidiana. Duas técnicas eram as mais utilizadas:
Vaso ático com figuras vermelhas.
  • A figura negra. As figuras eram pintadas com verniz negro e os detalhes eram feitos com um estilete.
  • A figura vermelha.  A cor negra era usada no fundo e as figuras eram deixadas no vermelho.
Os edifícios públicos e os interiores das casas também era pintados, mas poucas dessas pinturas chegaram até nossos dias

O teatro grego

O teatro, como conhecemos hoje, é uma invenção grega. Era um ritual de homenagem a Dioniso, deus do vinho e da alegria, e uma forma de corrigir os defeitos do ser humano.
Todos os personagens do teatro, eram representados por homens. Os atores usavam máscaras para representar diferentes papéis, inclusive os femininos.
Com exceção dos escravos, todas as pessoas podiam assistir aos espetáculos teatrais, devendo pagar pelo ingresso. Durante o espetáculo, vendedores ambulantes ofereciam comida e bebida ao público.
Havia dois tipos de espetáculo: a tragédia e a comédia.
  • A tragédia provocava pavor e pena no espectador, com o objetivo de corrigir seus defeitos e forma-lo como cidadão justo e correto.
  • A comedia provocava riso. Por meio do riso, se fazia uma dura crítica aos aspectos da sociedade que eram considerado negativos.
Em síntese, a tragédia levava o espectador a refletir sobre os grandes problemas da vida através do medo, e a comédia o fazia por meio do riso.

Veja também a continuação desta matéria.

Cotidiano e Cultura Grega Antiga - parte 5 - A arte Grega

Os deuses inspiram a arte

Zeus, o mais importante Deus grego
A literatura, a arquitetura, a escultura e a pintura gregas utilizavam-se muitos temas e heróis míticos para expressar artisticamente seus valores, ou seja, sua visão do que era certo ou errado, do que era feio ou belo. Ao olharmos hoje, por exemplo, a escultura de Afrodite ou a de Hércules, estamos vendo não apenas a forma como os gregos representavam os deuses e heróis, mas também o que eles consideravam belo e harmonioso.

O templo grego

Os gregos construíam templos que abrigavam o deus protetor da cidade-Estado. Os templos gregos tinham três características:
  • Proporções exatas e harmonia. Para atingir esse objetivo, os arquitetos seguiam regras matemáticas muito precisas.
  • Os edifícios não eram colossais, como no Egito. Ele se destacavam por suas proporções. Todas as dimensões das partes do templo dependiam de uma unidade. Por exemplo, em alguns a unidade era o diâmetro da coluna, outros era o raio.
  • Os templos eram construídos com pedra. Os mais bonitos eram construídos com mármore branco.
O século V foi o período de construção dos monumentos mais importantes da arquitetura grega, especialmente na cidade de Atenas. O mais importante deles é o Pártenon, um templo construído em acrópole em homenagem a Atenas Partenos, a deusa protetora da cidade.

Veja também a continuação desta matéria.

Cotidiano e Cultura Grego antiga - parte 4 - Mito e Religião na Grécia Antiga

Homens e deuses

Pintura em ânfora grega
A relação dos gregos com seus deuses era diferente da que existe hoje nas religiões cristã, judaica e islâmica, por exemplo. Os fiéis dessas religiões acreditavam em um Deus único, cuja palavra está revelada em livros sagrados: a Bíblia, para judeus e cristãos, o Corão, para os muçulmanos. Além disso, o culto é celebrado em lugares específicos - a igreja cristã, a sinagoga judaica e a mesquita muçulmana.
A religião grega, pelo contrário, era politeísta e não possuíam um livro sagrado. O culto era celebrado em um altar, do lado de fora dos templos. Lá se fazia uma oferenda, em geral o sacrifício de um animal, a um deus. Após abater o animal, queimavam-se certas partes e os sacrificadores comiam o restante.
Na vida privada, os sacrifícios também tinham um espaço importante. Os gregos ofereciam frutos e animais aos deuses, em troca de proteção da família ou da propriedade e por ocasião de viagens. Eles acreditavam ainda que podiam se comunicar com os deuses por meio de sonhos e oráculos.

Deuses protetores das cidades

Cada cidade-Estado grega cultuavam seus deuses e heróis. Os moradores recorriam a eles para pedir proteção ao território. Santuários e templos eram construídos em homenagem aos deuses, e neles se realizavam cultos públicos em determinadas épocas do ano. Eram como se os deuses fossem padroeiros das cidades.
Em grande parte do ano havia festivais que eram verdadeiros acontecimentos religiosos. Procissões precorriam as ruas da cidade, com as pessoas levando objetos e oferendas aos deuses. As competições esportivas também tinham um caráter religioso. Em Olímpia, por exemplo, faziam-se Jogos em homenagem a Zeus.

Veja também a continuação desta matéria.

Cotidiano e Cultura Grego Antiga - parte 3 - Mito e religião na Grécia

A mitologia grega

Deusa Artemis, conhecida por ser uma excelente
caçadora.
Por mitologia, entendemos um conjunto de narrativas que se tratam de deus e heróis. Os deuses gregos assemelhavam-se aos humanos. Como os homens, os deuses viviam em constante conflitos, o que provocava guerras. Mas também faziam amizades, se casavam e tinham filhos.
A principal diferença entre os deuses e os homens era a imortalidade. Os deuses não morriam ao contrário dos seres humanos.

Deuses e heróis

Zeus era o deus principal dos gregos e tinha autoridade sobre todos os demais deuses. Cada deus representava uma força da natureza, um atributo ( como a beleza e a sabedoria), uma profissão ou atividade.
Os deuses também protegiam as cidades. Os gregos acreditavam que todos os deuses moravam no Monte Olimpo.
Outros deuses importantes eram Hera, esposa de Zeus; Poseidon, deus do Mar; Ares, deus da guerra; Afrodite, deusa do amor e da beleza; Atena, deusa da sabedoria.
Os gregos também veneravam heróis. Os heróis eram, em geral, semideuses (filhos de um deus ou uma deusa com um mortal). Eram capazes de feitos impossíveis para os humanos. Teseu, um dos maiores heróis gregos, ficou conhecido ao derrotar o minotauro, um terrível monstro que tinha corpo de homem e cabeça de touro.

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Cotidiano e Cultura Grego Antiga - parte 2 - A vida cotidiana na Grécia antiga

A educação Ateniense.

Em geral, as meninas pobres não aprendiam a ler nem a escrever. Até o casamento, que acontecia por volta dos 15 anos, elas aprendiam com as mães os serviços domésticos. Era o pai que escolhia um noivo para a filha.
Os meninos das famílias mais ricas eram educados por um pedagogo, em geral um escravo, que lhes ensinava a ler, escrever e recitar poemas. Eles também recebiam aulas de música.
A parti dos 15 anos de idade, os garotos frequentavam o ginásio, onde praticavam exercícios físicos e discutiam questões políticas e filosóficas.
Azeite, vinho, pão, mel e frutas, principais alimentos
consumidos pela população grega.
Depois dos 20 anos, o jovem tinha mais dois anos de preparação militar, momento em que se tornava cidadão. 

A alimentação na Grécia Antiga

Os gregos comiam pão, frutas, verduras, vagens e pescados, e temperavam os alimentos basicamente com azeite. O vinho era a bebida naus consumida e raramente se comia carne. Como não conheciam o açúcar, os gregos adoçavam sua comida com mel.

Esparta, uma pólis guerreira

A cidade de Esparta, localizada ao sul da Península do Peloponeso, tinha o exército mais poderoso da Grécia.
A educação espartana era muito rígida. Quando a criança nascia, era encaminhado a um conselho de anciãos para ser examinado. Se a criança parecia ter alguma deficiência, era lançada a um precipício. Se a consideravam saudável, ficava sob os cuidados da mãe.
Após sete anos de idade, os meninos espartanos passavam a viver em quartéis. La se dedicavam ao exercício militar e se habituavam a suportar a dor, a fome e o frio.
Após o pperíodo de treino, os jovens espartanos eram submetidos a um ritual de passagem. Os que não fossem condiderados aptos para a guerra, caíam para uma condição inferior dentro do grupo de espartanos.
Voltados para a Guerra, os cidadãos espartanos sobreviviam basicamente de produtos cultivados em suas terras pelos hilotas. Em Esparta, o comércio externo praticamente não existiam.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Cotidiano e Cultura Grega antiga - parte 1 - A vida cotidiana na Grécia antiga

A cidade de Atenas

A vida da  cidade de Atenas se organizava em torno de dois centros princpais: a ágora e a acrópole.
  • A ágora era uma grande praça pública  onde se encontrava o mercado e onde os atenienses se reuniam para passear, conversar e participar das assembléias.
  • A acrópole era a  parte mais elevada da cidade. O local tinha a função de proteger os habitantes da pólis contra a ameaça externa, além de servi de centro religioso. Na acrópole ateniense, estava o Partenon, templo dedicado à deusa Atena, protetora da cidade.

As atividades econômicas

A pólis de Atenas era formada pela cidade e por  áreas rurais vizinhas. Na cidade, os habitantes se dedicavam principalmente ao  artesanato e ao comércio.
Escultura mitológica grega
  • Os produtos artesanais eram feitos em pequenas oficinas que produziam cerâmicas, armas tecidos etc. Os vasos gregos eram em geral pintados com cenas míticas ou com ilustrações da vida cotidiana.
  • Os comerciantes navegavam pelo Mar Mediterrâneo vendendo produtos atenienses e comprando madeira, cobre e principalmente trigo. Os gregos usavam moedas de prata como pagamento.
Os cidadãos atenienses que se dedicavam às atividades comerciais e bancárias eram malvistos pela sociedade. Por essa razão, os metecos (estrangeiros), e os escravos predominavam nesse tipo de trabalho
No campo, os agricultores cultivavam principalmente uva e azeitona, matérias-primas para fabricar vinho e azeite. O trigo, o produto mais consumido e importante da alimentação ateniense, vinha de colônias espalhadas pelo Mediterrâneo.

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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A civilização Grega - parte 7 - A conquista Macêdonica

A vitória macedônica

Os macedônios viviam ao norte da Grécia e eram considerados semibárbaros e estrangeiros pelos gregos. No século IV a.C., o rei Felipe II reorganizou e modernizou o exército macedônico e iniciou a conquista de áreas gregas ricas em minerais.
Debilitadas pelas guerras e divididas per intensas rivalidades, as cidades gregas foram vencidas pelos exércitos macedônicos em 338 a.C. No ano seguinte, as póleis tiveram que se juntas à Liga de Corinto, dominada pelos macedônios. A independência e o esplendor das cidades gregas chegaram ao fim.

O império de Alexandre

Mapa do Império de Alexandre
Com a morte de Felipe II, assumiu o trono seu filho Alexandre, que ficou conhecido como "o Grande". Uma vez no poder,  Alexandre iniciou a conquista do Oriente. Após onze anos de batalhas, seus exércitos dominaram a Pérsia, a Síria, a Palestina, o Egito, a Mesopotâmia e atingiram a Índia.
Nos territórios conquistados por Alexandre, o grego se converteu em uma língua oficial e estimulou a fusão da cultura grega com as culturas do Oriente. Essa fusão deu origem à cultura helenística.  O centro do helenismo era a cidade de Alexandria, no Egito, onde havia teatros, um museu e uma vasta biblioteca, a maior da Antiguidade.

Veja também: Cotidiano e Cultura grega antiga

A civilização Grega - parte 6 - A conquista macedônica

O domínio ateniense

Ao final das guerras contra os persas, os atenienses formaram uma aliança defensiva com as cidades do Mar Egeu e da Ásia Menor. O objetivo era expulsar os persas do Mar Egeu. A aliança recebeu o nome de Liga de Delos. Cada cidade se comprometia a fornecer homens, navios o dinheiro para a liga. Com os fundos arrecadados para a Liga, Atenas construiu uma grande frota que lhe permitiu controlar todo o Mar Egeu.
Templo de Partenon, Atenas.
Alegando ainda que era preciso reconstruir a cidade, arrasada pelas guerras contra os persas, o governante de Péricles reuniu arquitetos, escultores, pintores, carpinteiros, operários e outros profissionais e os encarregou de embelezar a pólis ateniense. Com o dinheiro da liga, monumentos imponentes e harmoniosos foram erguidos em Atenas, com destaque para o Partenon, templo dedicado à deusa Atena (veja a foto).

A guerra do Peloponeso

Busto de Alexandre, O Grande,
escultura do século II a.C.
A ação foi imperialista de Atenas provocou reação das cidades aliadas. Esparta, apoiada pela maior parte das cidades gregas, resolveu frear o crescente poderio ateniense. Durante 27 anos (431 a.C. -404 a.C.), as forças atenienses enfrentaram seus antigos aliados na chamada Guerra do Peloponeso. Arruinada, Atenas rendeu-se ao domínio de Esparta.
A derrota de Atenas, significou também a ruína da democracia. Vitoriosa,  Esparta impôs o regime oligárquico em toda a Grécia. O domínio espartano, porém, não durou muito tempo. Depois de trinta anos, o exército da cidade de Tebas derrotou os espartanos, dando início à Supremacia tebana.
A guerras contínuas e as hostilidades recíprocas debilitaram as cidades gregas. Enfraquecidas, elas foram facilmente conquistadas pelos exércitos macedônicos de Felipe II no seculo IV a.C.

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

A civilização Grega - parte 5 - A implantação da democracia na Grécia Antiga

A colonização de novas terras possibilitou que o comércio entre as cidades crescesse e a riqueza fosse distribuída para indivíduos fora das elites. Tanto que, no início do século VII a.C., os camponeses, artesãos e comerciantes passaram a exigir maior participação na vida política das cidades.
A grave crise social gerada pela escassez de terras fez com que alguns aristocratas vissem a necessidade de implementar reformas. Sólon foi um desses aristocratas.
No final do século VI a.C., Sólon elaborou um código de leis que proibia a escravidão por dívidas, que afetava muitos camponeses pobres. Ele também estabeleceu que indivíduos mais pobres podiam votar na assembléia popular - a ekklésia -, que escolhia os magistrados. Foi criado ainda a boulé, conselho composto de 500 membros escolhidos pela ekklésia. Esse conselho elaborava leis a serem votadas pela assembléia popular.
Antes mesmo de terminar o século VI novas reformas ocorreram. A ekklésia e a boulé foram fortalecidas com a implementação de um sorteio para o preenchimento das magistraturas. Desse modo, qualque indivíduo, rico ou pobre, podia ser magistrado. Daí o nome desse tipo de governo: democracia (demos, o povo; kratos, poder, ou seja, poder ou governo do povo).

O século de Péricles

Acrópole de Atenas, na Grécia. A acrópole era a parte mais elevada da cidade,
que servia de fortaleza e onde se construíam os templos. 
O regime democrático em Atenas atingiu seu auge sob a liderança do aristocrata Péricles, por volta do ano 440 a.C. Ele insistiu um pagamento para aqueles que exercessem funções pública. Assim, as pessoas mais pobres podiam servi à pólis e receber uma quantia em dinheiro por esse trabalho. Péricles ainda incentivava a atividade econômica e cultural na cidade e ordenou a reconstrução de acrópole, destruída pelos persas (veja a foto). O período em que Péricles comandou Atenas ficou conhecido como "O século de Péricles".

A sociedade ateniense

Em Atenas somente pequena parcela do povo tinha direito de participar da vida política. Isso acontecia porque apenas os homens adultos, filhos de pais atenienses, eram cidadãos e, portanto, podiam votar nas assembléias e ser magistrados.
Os cidadãos mais ricos eram em geral grandes proprietários de terras. Eles viviam nas cidades, onde se dedicavam à política, à filosofia e praticavam exercícios físicos. Os cidadãos menos ricos podiam ser donos de uma pequena oficina, onde trabalhavam com a ajuda de uns poucos escravos e de sua família. Podiam ainda ser donos de pequenos lotes agrícolas. Havia também cidadãos pobres, que trabalhavam em troca de salário.
Em Atenas, estrangeiros, mulheres e escravos não eram considerados cidadãos.

Os estrangeiros

Os estrangeiros, conhecidos como metecos, não podiam possuir terras no território da cidade e pagavam um imposto pessoal. Muitos deles trabalhavam no comércio, no artesanato e praticavam o empréstimo de dinheiro a juros. Havia metecos donos de grandes fortunas e outros que trabalhavam em troca de salário.

Mulheres e escravos

A vida dos escravos e das mulheres variava de acordo com a casa em que viviam. As mulheres pobres tinham que preparar os alimentos e cuidar dos filhos, atividades que as mais ricas podiam deixar a cargo de escravos ou escravas.
Os escravos eram em geral prisioneiros de guerra ou filhos de escravos. Eles trabalhavam em campos, em minas e na produção artesanal. A maioria deles vivia nas cidades.

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A civilização Grega - parte 4 - A vida política na Grécia Antiga

A Atenas aristocrática

Atenas foi inicialmente governada por um rei, Teseu, chefe de uma poderosa família. Teseu teria unificado a Ática, região localizada no extremo leste da Grécia continental, sob o controle político e administrativo de Atenas (veja o mapa). Depois de Teseu,  Atenas teve outros reis.
Por volta de VII a.C., a realiza já não tinha tanto poder. O rei se tornou apenas um dos nove ardontes, funcionários do Estados nomeados anualmente. Até esse momento, os aristocratas detinham o poder político.

A oligarquia espartana

Guerreiro espartano com capacete e atirando
em sua lança.
A sociedade espartana era bem diferente da de Atenas. Em Esparta, todos os cidadãos podiam participar da assembléia, chamada de apela, que era na verdade mais uma reunião de soldados do que em um lugar de debate político. Quem governava de ato a cidade eram membros da gerúsia, conselho formado por anciãos das famílias mais ricas da gerúsia. Por isso, o governo espartano é chamado de oligárquico, ou seja, governo exercido por uma minoria.

O domínio dos esparciatas

Os cidadãos espartanos descendiam dos antigos dórios. Conhecidos como esparciatas ou iguais, só eles podiam participar da vida política da cidade. Proprietários das melhores terras da região, os esparciatas eram proibidos de exercer qualquer atividade econômica. Eles se dedicavam à política e principalmente aos preparativos para a guerra.
Havia também os periecos, que descendiam dos povos conquistados pelos dórios. Os periecos eram homens livres e se dedicavam ao comércio, ao artesanato, ou possuíam pequenas propriedades agrícolas. Eram obrigados a cultivar um lote especial de sua propriedade para os reis espartanos. Em época de guerra, os periecos também participavam do exército.
Na base social espartana apareciam os hilotas, população servil que habitava as terras conquistadas pelos antigos dórios. Por resistir ao domínio espartano, eles foram subjugados e transformados em servos. Os hilotas trabalhavam em propriedades do Estado e dos cidadãos espartanos e não podiam abandonar as terras

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