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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Cotidiano e vida grega antiga - parte 7 - Esculturas gregas e a Origem da Filosofia

A escultura Grega

Acima, à esquerda, Kouros, escultura grega em mármore, cerca
de 530 a.C.; ao seu lado, Korai, escultura grega em mármore,
século VI a.C.
As esculturas gregas em geral decoravam o interior  das residências e, principalmente, os templos. Infelizmente, poucas estátuas gregas originais sobreviveram. Muitas obras que hoje são vistas em museus são cópias feitas pelos romanos. Normalmente a escultura grega é dividida em três fases: a arcaica, a clássica e a helenística.

Fase arcaica

A cerca de 700 a.C., os artistas gregos aprenderam a esculpir figuras humanas e a trabalhar com o mármore. A escultura desse período foi muito influenciada pela arte oriental, especialmente a egípcia. Apareceram, então, figuras em tamanho natural, rígidas e esculpidas de frente. As esculturas masculinas mostrava rapazes nus (kouros, em grego) e as femininas representavam moças vestidas (korai, em grego).

Fase Clássica

Esculturas comuns da fase clássica, esculpidas em mármore.
No século V a.C., os artistas passaram a utilizar o bronze, material mais resistente e que facilitava o trabalho de modelar as curvas. As obras desse período expressam uma preocupação naturalista: as figuras de homens e deuses são esculpidas em diferentes posições, os atletas aparecem em pleno movimento, as mulheres ganham vestes esvoaçantes ou são representadas nuas. As figuras humanas revelam ainda o ideal de beleza dos gregos: corpos atléticos, expressões tranquilas e movimentos suaves.

Fase Helenística

A partir da conquista macedônica, em fins do século IV a.C., os artistas gregos procuraram criar obras cada vez mais realistas. Eles pretendiam não apenas representar o corpo humano, mas também suas emoções, dores e angústias. Por isso, muitas expressões humanas parecem exageradas e caricaturais. Os artistas passaram ainda a esculpir não apenas uma figura, mas também um grupo de figuras humanas. Muitos artistas, porem, continuaram esculpindo figuras idealizadas, próprias do estilo clássico.

Sócrates e a filosofia

A filosofia nasceu na Grécia e significa "amor à sabedoria". Os estudos filosóficos nascera, do desejo de conhecer a natureza e o homem, das perguntas e dúvidas que sempre incomodaram o ser humano: Por que existe a vida e a morte? Como surgiu o universo? O que é certo e o que é errado? O que é justo e o que é injusto? Os filósofos procuram responder a essas e outras perguntas com argumentos racionais e não por mito e de explicações sobre naturais.
Um dos mais destacados filósofos gregos foi o ateniense Sócrates, que viveu no século V a.C. Sócrates passava horas em praça pública discutindo suas idéias com as pessoas. Ele defendia que o ser humano só conheceria a verdade de todas as coisas se admitisse que nada sabia. Aceitar a ignorância, questionar aquilo que imaginamos saber, discutir as várias explicações dadas para uma situação, esse era o caminho para alcançar a sabedoria, para conhecer a verdade.
Acusado de corromper a juventude e negar os deuses da cidade, Sócrates foi condenado a morrer ingerindo cicuta, um poderoso veneno. Ele não nos deixou registros escritos. As idéias e a morte de Sócrates foram relatadas por seu discípulo Platão, em suas obras Apologia de Sócrates e Fêdon.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Cotidiano e Cultura Grego Antiga - parte 3 - Mito e religião na Grécia

A mitologia grega

Deusa Artemis, conhecida por ser uma excelente
caçadora.
Por mitologia, entendemos um conjunto de narrativas que se tratam de deus e heróis. Os deuses gregos assemelhavam-se aos humanos. Como os homens, os deuses viviam em constante conflitos, o que provocava guerras. Mas também faziam amizades, se casavam e tinham filhos.
A principal diferença entre os deuses e os homens era a imortalidade. Os deuses não morriam ao contrário dos seres humanos.

Deuses e heróis

Zeus era o deus principal dos gregos e tinha autoridade sobre todos os demais deuses. Cada deus representava uma força da natureza, um atributo ( como a beleza e a sabedoria), uma profissão ou atividade.
Os deuses também protegiam as cidades. Os gregos acreditavam que todos os deuses moravam no Monte Olimpo.
Outros deuses importantes eram Hera, esposa de Zeus; Poseidon, deus do Mar; Ares, deus da guerra; Afrodite, deusa do amor e da beleza; Atena, deusa da sabedoria.
Os gregos também veneravam heróis. Os heróis eram, em geral, semideuses (filhos de um deus ou uma deusa com um mortal). Eram capazes de feitos impossíveis para os humanos. Teseu, um dos maiores heróis gregos, ficou conhecido ao derrotar o minotauro, um terrível monstro que tinha corpo de homem e cabeça de touro.

Veja também a continuação desta matéria.

domingo, 29 de setembro de 2013

Exercícios Resolvidos - Mesopotâmia


Exercícios elaborados com base nas matérias:
Mesopotâmia


Trecho do código de Hamurábi
196º - Se alguém arranca o olho de um outro, seu olho deverá ser arrancado.
229º - Se um arquiteto constrói  uma casa e ela cai, causando a morte do proprietário, o arquiteto deverá ser morto.
330º - Se o filho do proprietário morre, deverá ser morto o filho do arquiteto."

1.  Considere as afirmações e assinale a alternativa incorreta.
I - O código de Hamurábi é a base do direito usado atualmente.
II- Pelo código, mesmo aquele que não tinha intenção de matar, deveria morrer.
III-  O código não punia pessoas inocentes.
a.) Apenas a II está correta.
b.) Todas as afirmações, exceto a II estão corretas.
c.) Todas as afirmações estão incorretas.
d.) A I e a II estão incorretas.

2. "A mesopotâmia se dividia em duas partes: a Alta Mesopotâmia ou _______ e a Baixa Mesopotâmia ou _________, habitada pelos _______ e pelos caldeus."
a.) Assíria, Caldeia, suméricos
b.) Acad, Caldeia e babilônicos.
c.) Suméria, Acad e mesopotâmicos.
d.) Acad, Assíria, assírios.

3. "Os mesopotâmicos desenvolveram o primeiro sistemas de _______ da história, além de estudos de _____ e ______."
a.) Números, matemática, filosofia.
b.) Escrita, astronomia, matemática.
c.) Números, filosofia, astronomia.
d.) Escrita, astrologia, planetas.

4. Sobre os estudos astronômicos, assinale a alternativa correta.
a.) Previsão de eclipses.
b.) Elaboração de um calendário lunar de 12 meses.
c.) Astros celestes eram sinais de Deuses mesopotâmicos
d.) Todas as alternativas estão corretas.

5. "O novo império Babilônico teve ____ duração. Com a morte de _______, seguiu-se uma disputa pelo trono, que enfraqueceu o império. Em 539 a.C., os _____ conquistaram a cidade da ________."
a.) curta, Nabucodonosor, persas, Babilônia.
b.) curta, Ishtar, persas, Babilônia.
c.) curta, Hamurábi, gregos, Ur.
d.) curta, Lagash, bárbaros, Mesopotâmia

Gabarito (caso necessário selecione embaixo para visualizar)
1 - b)   2- a)  3 - b)   4 - d) 5 - a)

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A civilização Grega - parte 6 - A conquista macedônica

O domínio ateniense

Ao final das guerras contra os persas, os atenienses formaram uma aliança defensiva com as cidades do Mar Egeu e da Ásia Menor. O objetivo era expulsar os persas do Mar Egeu. A aliança recebeu o nome de Liga de Delos. Cada cidade se comprometia a fornecer homens, navios o dinheiro para a liga. Com os fundos arrecadados para a Liga, Atenas construiu uma grande frota que lhe permitiu controlar todo o Mar Egeu.
Templo de Partenon, Atenas.
Alegando ainda que era preciso reconstruir a cidade, arrasada pelas guerras contra os persas, o governante de Péricles reuniu arquitetos, escultores, pintores, carpinteiros, operários e outros profissionais e os encarregou de embelezar a pólis ateniense. Com o dinheiro da liga, monumentos imponentes e harmoniosos foram erguidos em Atenas, com destaque para o Partenon, templo dedicado à deusa Atena (veja a foto).

A guerra do Peloponeso

Busto de Alexandre, O Grande,
escultura do século II a.C.
A ação foi imperialista de Atenas provocou reação das cidades aliadas. Esparta, apoiada pela maior parte das cidades gregas, resolveu frear o crescente poderio ateniense. Durante 27 anos (431 a.C. -404 a.C.), as forças atenienses enfrentaram seus antigos aliados na chamada Guerra do Peloponeso. Arruinada, Atenas rendeu-se ao domínio de Esparta.
A derrota de Atenas, significou também a ruína da democracia. Vitoriosa,  Esparta impôs o regime oligárquico em toda a Grécia. O domínio espartano, porém, não durou muito tempo. Depois de trinta anos, o exército da cidade de Tebas derrotou os espartanos, dando início à Supremacia tebana.
A guerras contínuas e as hostilidades recíprocas debilitaram as cidades gregas. Enfraquecidas, elas foram facilmente conquistadas pelos exércitos macedônicos de Felipe II no seculo IV a.C.

Veja também a continuação desta matéria.

domingo, 15 de setembro de 2013

A Civilização Grega - Parte 2 - A origem da civilização

A cultura cretense Grega

As primeiras organizações políticas que apareceram nas ilhas do Mar Egeu eram semelhantes àquelas do Egito antigo e da Mesopotâmia. Na ilha de Creta, por volta de 200 a.C., existiam luxuosos palácios nos quais residiam reis. Os palácios mais importantes se localizavam na cidade de Cnossos.
Os reis cretenses controlavam grande extensões  de terras, onde trabalhavam muitos camponeses. Esses trabalhadores pagavam tributos ao governo na forma de produtos agrícolas. Os escribas encarregavam-se de registrar os tributos recolhidos pelo Estado e arquivar as anotações nos palácios.
Os historiadores não sabem ao certo a origem dos cretenses, mas é certo que eles não eram gregos. Sua escrita ainda não foi decifrada pelos estudiosos.
Por volta de 1450 a.C., os palácios cretenses foram destruídos, provavelmente pelas invasões dos aqueus, um povo indo-europeu. Os aqueus são considerados antepassados dos gregos. A escrita dos aques foi preservada em tabuinhas em cerâmica e decifrada na década de 1950. Ao decrifrá-ça,  os estudiosos descobriram que se tratava de um dialeto grego.

Ruína da "Porta dos Leões", na cidade de Micenas,
construção de cerca de 1300 a.C.

A sociedade micênica 

Micenas, na Grécia peninsular foi uma das mais importantes cidades fundadas pelos aqueus. A sociedade micênica também estava organizada em torno do palácio. O rei e uma aristocracia guerreira mantinham o controle sobre a população dos camponeses. A cidade de Tróia, que aparece no poema Ilíada, de Homero, foi atacada pelos aqueus no século XIII a.C.
Os palácios micênicos foram destruídos em torno de 1220 a.C., mas as razões desse fato ainda não são claras. Nessa mesma época, os dórios estabeleceram-se em Creta e na Grécia peninsular; os jônios e os eólios ocuparam a Grécia continental. Os aqueus, os dórios, os jônios e os eólios, todos povos indo-europeus, deram origem aos gregos.

Veja também a continuação desta matéria

A Civilização Grega - Parte 1 - A origem da civilização

A Grécia atual 

Bandeira da atual Grécia
A Grécia que conhecemos hoje é um país europeu localizado no sul da penísula Balcânica. Por ter relevo montanhoso e clima relativamente seco, apenas um terço do território é ocupado com atividades agrícolas. Os agricultores gregos cultivam principalmente tabaco, algodão, fico, maçã e azeitona, da qual se fabrica o azeite. A Grécia é um dos países europeus mais visitados por turistas estrangeiros, o que faz do turismo uma importante fonte de renda para a população.
No território grego atual, podemos encontrar vestígios da antiga civilização grega, como pinturas, esculturas, vasos ruínas de templos,  teatros e outras construções. A língua falada na Grécia atual, apesar das diferenças, também deriva do antigo grego.

Grécia, um território favorecido pelo mar

Podemos dividir a Grécia antiga em três partes: o sul da Península dos Bálcãs (Grécia Continental), a Península do Peloponeso (Grécia peninsular), um grande número de ilhas no Mar Egeu (Grécia insular) e costa da Ásia menor. Todas estas regiões são circundadas por mares (veja o mapa ao lado).
A partir do século VIII a.C., os gregos se expandiram pelas terras banhadas pelo Mar Mediterrâneo e ocuparam o sul da Itália (Magna Grécia), da França e da Península Ibérica, a região do Mar Negro e áreas do continente asiático.
O litoral grego é formado por um grande número de baías, golfos e portos naturais. Essa característica geográfica explica a importância que a navegação, a pesca e o comércio marítimo tiveram para os antigos gregos.

Veja também a continuação desta matéria