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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 5 - As guerras de conquistas

A expansão pelo Mediterrâneo

O  domínio da Península Itálica fez de Roma uma potência. Na disputa por rotas de comércio e terras, não tardou para que a cidade entrasse em conflito com outras potências do Mediterrrâneo.
O mais intenso dos conflitos ocorreu com Cartago, cidade ao norte da África fundada pelos fenícios e que controlava o Mediterrano ocidental. Ao todo foram três guerras entre romanos e cartagineses, denominadas Guerras Púnicas. Acompanhe:
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  • A Primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.) iniciou-se com a intervenção romana numa colônia de Cartago situada na Sicília. O conflito trouxe uma novidade para os romanos: o combate no mar. Com hábeis marinheiros, Cartago era a principal potência marítima do período. Os romanos só conquistaram a vitória após copiar, com a ajuda dos gregos, os barcos inimigos.
  • A Segunda Guerra Púnica (218-202 a.C.) desenvolveu-se quase toda em território romano. Liderados por Aníbal, os cartagineses conquistaram várias vitórias. O quadro só se reverteu  com a decisão romana de atacar Cartago. Aníbal viu-se então obrigado a recuar para defender sua cidade e acabou derrotado na Batalha de Zama (veja o mapa).
  • Na Terceira Guerra Púnica (150-146 a.C.), Roma foi implacável com o inimigo. Atacou e destruiu completamente a cidade, escravizando os sobre viventes. Com essa vitória, completou-se o ciclo de batalhas que dariam aos romanos o controle de grande parte do Mediterrâneo. 
  • Pintura atríbuida a Jacopo RIpanda, século XVI, representan-
    do o general cartaginês Aníbal avançando com o seu exército.

Uma nova cidade

As conquistas transformaram Roma. Os espólios de guerra e os tributos pagos pelos vencidos enriqueceram a cidade. A nobilitas, isto é, a aristocracia formada de patrícios e plebeus enriquecidos, foi o principal grupo grupo beneficiado. Seus membros, sobretudo os senadores, continuaram a controlar os principais cargos públicos, civis e militares, assumiram a administração dos novos territórios.
As guerras possibilitaram ainda a formação  de um novo grupo social: o dos cavaleiros. Eram assim chamados porque sua  fortuna pessoal possibilitava que eles servissem na cavalaria durante as guerras. A fortuna desse novo grupo social provinha da cobrança de impostos e do comércio nas áreas conquistadas, além do exercício de cargos públicos.
vinho e azeite, principais produtos produzidos nas terras
conquistadas pelos romanos.
A economia também se transformou. A obtenção de terras e escravos levou ao surgimento de propriedades escravistas, que produziam principalmente vinho e azeite. Senadores e cavaleiros geralmente possuíam tais fazendas, que exigiam um alto investimento para serem montadas. Mas isso não significou o desaparecimento da pequena propriedade camponesa, que continuou produzindo cereais e outros alimentos de subsistência. A conquista de um império proporcionou um grande aumento do comércio.
O conflito entre romanos e cartagineses teve outra consequência: a luta pelo controle do Mediterrâneo oriental. Aliados de Cartago, os macedônios resolveram atacar Roma. A síria também acabou se envolvendo no conflito. Os dois impérios foram derrotados e submetidos pelos romanos em 190 a.C

O governo nas áreas conquistadas

Aliados: cidades da Península Itálica que decidiram unir-se a Roma. Não pagavam tributos, mas forneciam soldados para o exércitos.
Municípios: nome dado aos territórios conquistados na Península Itálica. Tinham que pagar impostos e fornecer soldados para os exércitos.
Províncias: territórios conquistados fora da Península Itálica. Em geral, eram governadas por um magistrado romano e deviam pagar impostos. Algumas províncias gozava de maior autonomia.
Em geral, em todos território conquistado a cultura e a organização administra tiva local eram respeitadas.

A escravidão em Roma

As conquistas de Roma e a expansão pelas terras do Mediterrâneo provocaram muitas mudanças. A mão-de-obra escrava aumentou, já que os prisioneiros de guerra eram transformados em escravos. Nos campos, além de camponeses livres, contratados geralmente no períodos de colheita, passou a utilizar escravos nas grandes propriedades. 
Os escravos podiam ser prisoneiros de guerra, filhos de escravos ou até mesmo homens livres que se vendiam para um senhor. Alguns pais pobres também vendiam os filos como escravo. O escravo era considerado, pela lei, um dos bens do seu senhor: podia ser vendido, alugado ou morto.
Com o aumento do escravismo também despontaram as revoltas de escravos. As primeiras rebeliões ocorreram na Sicília, entre 136 e 132 a.C., sucedidas por outras mais fracas em outras regiões. Em 73 a.C., em Cápua, no sul da Península Itálica, o gladiador Espártaco liderou uma revolta contra Roma que durou dois anos. A rebelião foi sufocada; seu líder morreu em batalha e certa de 6 mil pessoas foram crucificadas.
A revolta dos escravos que ocorreram na Península Itálica e na Sicília não tinham por objetivo abolir a escravidão. Os revoltosos pretendiam somente libertar-se e fundar novas comunidades ou regressar às suas pátrias. 

Púnico: Nome pelo qual os romanos chamavam os cartagineses. 


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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 1 - A formação de Roma

Vista do Rio Tibre, em Roma, 2012.

Pequenos núcleos às margens do Tibre

A região onde surgiu a cidade de Roma era habitada desde o século X a.C. pelos latinos. Eles moravam em aldeias no alto dos montes e viviam basicamente como pastores, embora também caçassem. 
Estudiosos analisaram vestígios encontrados no Monte  Palatino e concluíram que, por volta do século VIII a..C., formou-se uma comunidade naquela região. A comunidade era composta de várias aldeias latinas unidas provavelmente para se defenderem dos sabinos, outro povo que também vivia na região

A influência etrusca

(Clique para ampliar)
Os etruscos viviam ao norte de Roma e dominavam toda a região que se estendia da margem oposta do Rio Tibre até terras além do Rio Arno (veja o mapa). Ainda não se sabe ao certo a origem dos etruscos, mas sabe-se que eram um povo de comerciantes e navegadores, com intensos contatos com os fenícios e as colônias gregas do sul da Península Itálica.
Por volta de 600 a.C., os etruscos chegaram a Roma para aumentar suas rotas de comércio. Comerciantes e artesão estabeleceram-se na nova cidade, mas não dominaram Roma militarmente. Aos poucos, ligaram-se às famílias ricas, por casamentos ou por prestação de serviços.
Muitos costumes romanos, alguns deles de orgiem grega ou fenícia, foram influenciados pelos etruscos. Por exemplo, o hábito de vestir túnica, algumas práticas religiosas, como a interpretação da vontade divina por meio da observação das vísceras de animais e o culto a Júpiter e a Minerva. A própria cidade de Roma cresceu muito com os etruscos: o comércio aumentou, canais de drenagem foram construídos para secar os pântanos nas planícies e a área do Fórum formou-se o centro da cidade, local de mercado e assembleias políticas

.Veja também a continuação

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Cotidiano e Cultura Grega antiga - parte 1 - A vida cotidiana na Grécia antiga

A cidade de Atenas

A vida da  cidade de Atenas se organizava em torno de dois centros princpais: a ágora e a acrópole.
  • A ágora era uma grande praça pública  onde se encontrava o mercado e onde os atenienses se reuniam para passear, conversar e participar das assembléias.
  • A acrópole era a  parte mais elevada da cidade. O local tinha a função de proteger os habitantes da pólis contra a ameaça externa, além de servi de centro religioso. Na acrópole ateniense, estava o Partenon, templo dedicado à deusa Atena, protetora da cidade.

As atividades econômicas

A pólis de Atenas era formada pela cidade e por  áreas rurais vizinhas. Na cidade, os habitantes se dedicavam principalmente ao  artesanato e ao comércio.
Escultura mitológica grega
  • Os produtos artesanais eram feitos em pequenas oficinas que produziam cerâmicas, armas tecidos etc. Os vasos gregos eram em geral pintados com cenas míticas ou com ilustrações da vida cotidiana.
  • Os comerciantes navegavam pelo Mar Mediterrâneo vendendo produtos atenienses e comprando madeira, cobre e principalmente trigo. Os gregos usavam moedas de prata como pagamento.
Os cidadãos atenienses que se dedicavam às atividades comerciais e bancárias eram malvistos pela sociedade. Por essa razão, os metecos (estrangeiros), e os escravos predominavam nesse tipo de trabalho
No campo, os agricultores cultivavam principalmente uva e azeitona, matérias-primas para fabricar vinho e azeite. O trigo, o produto mais consumido e importante da alimentação ateniense, vinha de colônias espalhadas pelo Mediterrâneo.

Veja também a continuação desta matéria.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Hebreus parte 5 - Vida dos Hebreus

O território onde os hebreus se fixaram caracteriza-se por quatro regiões distintas:
Cebola, lentilha, trigo e videira, produtos cultivados
pelos Hebreus

  • a costa do Mar Mediterrâneo;
  • as montanhas da Galiléia, Samaria e Judéia.
  • os vales, particularmente o do Rio Jordão
  • o deserto.
As áreas férteis alternaram-se com espaços áridos. As reservas de água não são abundantes e chove apenas no inverno. Os recursos naturais escassos, a aridez e o clima quente da Palestina impõem duras condições de vida aos seus habitantes.
Os hebreus que habitavam terra mais férteis eram sedentários: cultivavam trigo, cevada, lentilhas, pepinos, cebolas, oliveiras, videiras e figueiras.Também era comum a criação de abelhas para a coleta de mel.
Nas terra mais pobres, a população era nômade e praticava o pastoreiro de ovelhas e cabras. Era comum serem vistos grupos de homens vagando com seus rebanhos em busca de pastagens. Nas cidades havia muitos artesãos: ouvires, carpinteiros, ceramistas. A cidade abrigava também mercadores que comercializavam com Egito, Síria e as ilhas gregas.
Veja também a parte 6

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hebreus parte 3 - Um rei para Israel

Saul, primeiro rei israelita
A fim de defender-se das ameaças de invasão dos povos vizinhos, no século XI a.C., os hebreus mudaram sua organização política. Os juízes foram substituídos por um rei que exercia sua autoridade sobre todas as tribos. O primeiro rei foi Saul.
Com a morte de Saul, sei filho Davi subiu ao trono e reinou de 1000 a 960 a.C. O novo rei conquistou a cidade de Jerusalém e transformou-a na capital do reino. Davi também expandiu as fronteiras por meio de inúmeras guerras, até mesmo contra os filisteus, e fez alianças com as cidades fenícias.

◄ O reinado de Salomão

Replica do Templo de Salomão
O auge do poder monárquico em Israel deu-se no reinado de Salomão, filho de Davi. Ele reforçou o exército, elevou os impostos e estabeleceu relações comerciais com reinos da Arábia e da África. Foi também durante o reinado que se construiu o primeiro Templo de Jerusalém (ver imagem).
Com a morte de Salomão, por volta de 920 a.C., seu filho Roboão assumiu o reino e manteve a política de altos impostos. A população rebelou-se e  reino foi dividido em dois: Israel e Judá (veja mapa). Dez tribos fizeram parte do reino de Israel, que se manteve independente até 722 a.C., quando foi conquistado pelos assírios.
O reino de Judá, tinha a capital em Jerusalém. Foi formado pela tribo de Judá e metade da tribo de Benjamim. Em 587 a.C o reino de Judá foi conquistado pelo rei Nabucodonosor, e parte da população foi levada para Babilônia.

veja também a parte 4!

sábado, 1 de setembro de 2012

Fenícia - Parte 2

♫ O alfabeto fenício

O alfabeto fenício desenvolveu-se diretamente das escritas lineares mais antigas. 
A escrita linear surgiu aproximadamente em 3500 a.C., na região da Mesopotâmia, como resultado do uso de desenhos em sequencia. Atualmente o sistema linear pode ser observado em diversas línguas. Algumas línguas são escritas ordenadamente em colunas verticais, como o chinês e o japonês; outras como o português e o hebraico, são em linhas horizontais.
A maior contribuição dos Fenícios, porém, foi terem conseguido representar todos os sons de sua língua com apenas 22 letras. Ao desenvolver letras  que representavam sons, os fenícios criaram o alfabeto. Ele foi adaptado pelos gregos, que acrescentaram as vogais.

♫ A religião dos Fenícios

Apesar de estarem ligados ao mar, a agricultura e o pastoreiro foram a base da alimentação dos fenícios. Talvez isso explique a razão de suas divindades religiosas estarem associadas às forças da natureza, aos astros e à fertilidade.
A religião fenícia sofreu muita influência dos mitos  caldeus  egípcios. Os deuses fenícios são chamados de Baal e Baalat, "senhor" e "senhora", porque era proibido pronunciar seus verdadeiros nomes. O culto aos deuses era feito com oferendas de vegetais e animais e,  ocasionalmente com sacrifícios humanos, inclusive de crianças.

♫ A Fenícia e os impérios

A Fenícia se localizava em uma região de passagem entre os povos da Ásia e o Egito. Por essa razão, todos os grandes impérios da Antiguidade, formados nas proximidades do Mar Mediterrâneo, apoderaram-se do território fenício. Foi o caso dos impérios egípcios, assírio, caldeu, macedônico e romano.  O resultado disso foi que os fenícios receberam diversas influencias culturais, que depois eles se encarregaram de adaptar e difundir pela região do Mediterrâneo. 

Fiim!!
Veja também:

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Fenícia - Parte 1

♪ O território da civilização Fenícia

A cultura fenícia começou a desenvolver-se por volta do século XIV a.C. Os fenícios ocupavam uma estreita faixa de terra situada entre o litoral do Mar Mediterrâneo e as montanhas do atual Líbano (Ver mapa). Uma parte do território era muito fértil, onde a população explorava oliveiras, para a produção d azeite de oliva, a agricultura de trigo e o corte de madeiras nobres, como o cedro; a outra parte do território era muito quente e árida, com secas praticamente o ano todo.
As altas montanhas impediam os fenícios de adentrar o continente e, por isso, eles voltaram seus esforços para o mar. O cedro das florestas possibilitou o desenvolvimento de estaleiros para construir embarcações.

♪ As cidades-Estados fenícias

Como as áreas férteis que permitiam a ocupação humana eram muito estreitas e isoladas por montanhas, as cidades fenícias se desenvolveram de modo independente umas das outras, ao longo da costa ou em ilhas do Mar Mediterrâneo. As principais cidades foram as portuárias de Biblos, Sídon e Tiro.
O isolamento geográfico contribuiu para que os fenícios não formassem um estado unificado. Por isso não existiu um reino ou império, mas varias Cidades-Estados independentes que rivalizavam entre si e lutavam contra vizinhos poderosos, como o hititas, os egípcios, os assírios  os babilônicos. Casa cidade-Estado tinha seu próprio rei.
A influência dos fenícios pode ser percebida ainda hoje, como pelas ruínas de suas cidades na costa do Mar Mediterrâneo, visitada por milhares de turistas.

♪ Fenícios: artesãos e comerciantes

comércio fenício
Os fenícios foram grandes artesãos: produziam tecidos, jóias, perfumes, cerâmica decorada, armas, objetos de marfim etc.
Inicialmente, o comércio era feito em caravanas pelo Deserto da Arábia. Compravam lã na mesopotâmia, linho, marfim e pedras preciosas no Egito.
Depois, eles desenvolveram conhecimentos relacionados à navegação, conquistando os mares e tornando-se os grandes navegantes do mundo antigo. Os fenícios eram temidos pelos gregos por suas atividades de pirataria, o que era comum na Antiguidade.
A navegação avançada permitiu aos fenícios cruzar o Mar Mediterrâneo e chegar ao Oceano Atlântico. Foram fundadas colônias na costa da África e na da Espanha, voltadas para o comércio e trocas de mercadorias.

Continuação


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Índia parte 3: Período Védico

◙ Os arianos e os Vedas

Livro de Vedas
A principal fonte para o estudo da história da Índia no período ariano são os livros chamados Vedas (ver imagem). Trata-se de um conjunto de hinos religiosos, preces, fórmulas mágicas e conhecimentos sobre a natureza humana e o universo, transmitidos oralmente ao longo das gerações.
O mais antigo desses livros é o Rigveda, composto entre 1500 e 900 a.C. e constituído de mais de mil hinos. Eles trazem muitas informações sobre o período védico.

◙ A sociedade de castas

Os arianos sentiam-se superiores aos nativos. Esse preconceito foi um dos fatores que deram origem à sociedade de castas, ou seja, a divisão social indiana. Eram em grupos rigidamente demarcados. As principais castas eram as seguintes: 
Os Intocáveis ou dalits
 Brâmanes: Eram os sacerdotes, que compunham a casta dominante. Controlavam os rituais e interpretavam os Vedas para estabelecer as leis, além de ocupar altos cargos no Estado
 Xátrias: Formada pelos nobres guerreiros
 Vaixás: Eram os comerciantes, artesãos e agricultores. Embora pudessem até ser muito ricos, eram obrigados a contribuir com impostos e servi na guerra.
 Sudras: casta constituída pelos escravos; A maioria descendia dos antigos habitantes da Índia
Além desses grupos, existiam os chamados intocáveis, pessoas totalmente excluídas de direitos e consideradas impuras.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Índia parte 2: A civilização Harapense

○ A produção artesanal

Os harapenses desenvolveram um artesanato bastante variado, voltado tanto para o uso doméstico como para a troca.
 Instrumentos e armas: martelos, facas, machados, brocas, espadas e flechas, feitos de pedra, osso, madeira, bronze e cobre.
 Utensílios domésticos: panelas, travessas, jarras, potes e copos. Esses objetos eram feitos de argila e podiam servi tanto para o uso diário como para fins decorativos
 Jóias: braceletes, pentes e agulhas de ouro, objetos preferidos pelas mulheres, além de ornamentos feitos com cerâmica, jade, turquesa e outras pedras semipreciosas.

○ A vida Religiosa

sinetes encontrados em Mohenjo-Daro e Harapa
O pouco que se sabe das crenças harapenses baseia-se no estudo de sinetes (selos de argila) encontrados por arqueólogos nas ruínas de Harapa e Mohenjo-Daro. Neles havia figuras de animais, plantas e seres humanos. Essas figuras levaram os estudiosos a algumas conclusões.
Os harapenses adoravam uma deusa-mãe, representada com seios grandes, quadris largos e cabelos cuidadosamente penteados. Com o tempo, eles passaram a adorar outras entidades, como o unicórnio e o minotauro.
Acredita-se que a principal divindade harapense tenha sido uma figura masculina com chifres e múltiplas faces, colocada na posição tradicional da ioga.

○ O fim da cultura harapense

Por volta de 2000 a.C., a civilização do vale do Indo começou a mostrar sinais de desagregação. Aproximadamente em 1900 a.C., um importante rio da região, o Ghaggar-Hakra, sofreu um desvio de curso e secou, afetando a subsistência das comunidades de vários territórios. Teria ocorrido, então, uma migração em massa para as cidades próximas como Harapa e Morenjo-Daro, que passaram a enfrentar problemas de superpopulação. As elites locais perderam o controle, e as cidades entraram em decadência.
O empobrecimento das cidades do Vale do Indo coincidiu com a chegadas dos arianos, povos nômades e guerreiros originários da Europa Ocidental. Os arianos entraram na Índia e se instalaram no Vale do Rio Ganges, onde fundaram uma nova civilização.

Veja também:
Índia parte 3: Período Védico

Índia Parte 1: A civilização Harapense

○ Às margens do Rio Indo


Como a China, a presença de grandes rios foi fundamental para o desenvolvimento da civilização indiana antiga.
A ocupação da Planície Indo-gangética é muito antiga. Alguns arqueólogos afirmam que existem vestígios dessa ocupação datados de 5000 a.C. Da ocupação inicial desenvolveu-se a cultura harapense, localizada às margens do Rio Indo

○ A cultura Harapense

Por volta de 2500 a.C., quando os europeus ainda  viviam em pequenas aldeias, na Índia já existiam imensas cidades, como Harapa e Mohenjo-Daro. Elas se localizavam no Vale do Rio Indo, onde hoje está o Paquistão. A população dessas cidades podia usufruir de sistemas eficientes de fornecimento de água e de coleta de esgotos. Acredita-se que os seus moradores tinham relações comerciais com as cidades da Mesopotâmia e estenderam seus domínios para outras regiões da Índia.
Por quase sete séculos, a cidade de Harapa foi o maior e mais populoso centro econômico do Vale do Indo. Entre 40 mil e 80 mil pessoas podem ter vivido na cidade. Essa cidade era circundada por grandes muralhas e tinham espaçosas avenidas separando seus bairros.

○ A atividade agrícola

Damasco, trigo e ervilha eram cultivados na civilização
harapense.
A Agricultura constituía a base econômica da civilização harapense. Os camponeses cultivavam trigo, cevado, ervilha, melão, damasco, gergelim e outros produtos. Os habitantes do Vale do Indo foram os primeiros cultivadores de algodão, cuja fibras eram usadas para produzir tecidos. As boas colheitas também resultavam da construção de reservatórios de água e canais de irrigação


Veja a continuação:
Índia parte 2: A civilização Harapense




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

China parte 6: A vida e Cultura da dinastia Han

♦ Os ricos da Dinastia Han

A ampliação das comunicações dentro e fora do império permitiu a formação de um novo grupo de homens ricos, em geral grandes comerciantes, dirigentes de exército e grandes proprietários de terra, que viviam luxuosamente na capital de Chang'an.
Na capital, os nobres tinham uma vida parecida com a do imperador em seu palácio (ver imagem). Em sua casa, viviam rodeados de escravos, funcionários administrativos, mulheres e criados. Depois de se levantarem e de se vestirem segundo os costumes de sua condição social, eles passavam o dia envolvidos nos estudos ou tratando de negócios com seus funcionários.
Nas residências mais luxuosas, o dono da casa costumava promover banquetes, contratando bailarinos profissionais para animar os convidados.

♦ A expansão das letras e das artes

Os imperadores da dinastia Han decidiram recuperar a literatura chinesa, que havia sigo perseguida no império Ch'in. Iniciou-se um período de intensa criatividade, em que os letrados se voltaram ao estudo das tradições, presentes nos textos que haviam sobrevivido. Além de estudar textos antigos, os letrados elaboravam textos novos, que valorizavam as crenças populares.
A expansão do comércio e o maior contato com outras regiões também estimularam o gostos pelas artes. Surgiu então, uma arte refinada, que refletia uma sociedade preocupada com o luxo e, ao mesmo tempo,  voltada para as crenças do passado. Espelhos, baixelas de bronze, tapetes, esculturas, peças de terracota e objetos decorativos de laca são alguns exemplos dessa arte sedutora.

Veja também outros posts da série China. Segue o Link:

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

China Parte 3: A economia chinesa do período Chou (Zhou)

♦ A Agricultura Chinesa

A base da atividade agrícola, ao norte, era o cultivo do painço, uma espécie de gramínea usada na alimentação humana e de animais domésticos. Também se cultivavam cevada, arroz (no sul e no nordeste), trigo, melão, abóbora, pepino, cebola, alho e outros produtos. Destacavam-se também as culturas de amoreira, cuja folhas eram usadas como alimento para as criações de bicho-da-seda, e do cânhamo, utilizado na produção de tecidos.
No período Chou (Zhou), houve algumas inovações técnicas. Há indícios de uso de bovinos para arar a terra e a prática da rotação de culturas, o que permitiu o aumento da produção agrícola. Além disso, os chineses desenvolveram um eficiente sistema de irrigação, aproveitando as águas dos rios, principalmente do Rio Amarelo.

♦ Outras atividades econômicas

Na China da Dinastia Chou, havia também uma intensa exploração de madeiras e criava-se gado. No artesanato desse período, destacaram-se a tecelagem da seda, atividade executada em geral pelas mulheres, e a fabricação de objetos de madeira e bronze. Muitas das peças produzidas pelos artesãos desse período baseavam-se nas técnicas desenvolvidas do período Chang (Shang).
As atividades comerciais se desenvolveram na China durante a época Chang. Os primeiros objetos usados como moeda foram tipos de conchas, mais tarde substituídos por peças de osso. No período Chou, as operações comerciais passaram a ser feitas com objetos de cobre.
A ampliação das atividades mercantis levou governos a investir na construção e na manutenção das estradas, por onde passavam caravanas de mercadores e veículos que transportavam pessoas. O transporte fluvial tinham pouca expressão

Veja os outros artigos do Tema China. Segue o Link:

sábado, 5 de março de 2011

Primeiras cidades: A centralização Política

Com o desenvolvimento da agricultura e o aumento populacional, tounou-se necessário organizar melhor o trabalho na sociedade. Esse trabalho de coordenação era feito pela família mais poderosa, qua assumia o controle da produção de alimentos e da construção de obras públicas, como canais de irrigação e diques. O chefe dessa família passava então a ser um rei.
Para conseguir estender esse controle sobre toda a população, o rei utilizava seus própios servidores. Entre essas servidores, uns eram encarregados de resistrar as colheitas, outros eram respónsaveis pelo armazenamento do grãos, e assim por diante.
Originou-se assim uma organização de pessoas com plena autoridade sobre a população, que podiam, por exemplo, criar e cobrar impostos, organizar a defesa, fazer as leis e julgar os crimes. É o que chamamos de processo de centralização política ou de formação do Estado. O palácio era o local onde essas pessoas se reuniam com o rei.
Alem do palácio, existiam os templos, onde os sacerdotes cultuavam os deuses protetores da cidade.

Veja também:
O surgimento da Vida no Planeta
China Parte 3: A economia chinesa do período Chou (Zhou)

O comércio e a divisão do trabalho


A maior parte da população das cidades trabalhavam na agricultura e na criaçaõ de animais. A construção de sistemas de irrigação e de outras técnicas agrícolas ajudou a produzir ou seja, a obter alimentos mais que o necessário para o consumo. Esses excedentes puderam ser trocados com os excedentes de outros povos, dando origem ao comércio.
Como se produzia mais que o necessário para a sobrevivencia, o excedente de alimentos sustentavam também um grupo de trabalhadores que se dedicavam à prestação de serviços (medicps, soldados, sacerdotes, etc.) ou a fabricação de objetos (cerâmica, instrumentos de metal, tecidos). A especialização de trabalhadores em determinadas atividades profissionais é o que chamamos de processo de divisão de trabalho.
A especialização do trabalho permitio duas inovações técnicas muito importantes: a confecção de tecidos e a cerâmica.
  • os tecidos eram feitos com a lã de animais, como a ovelha. primeiro, com fusos de osso, fiava-se a lã; depois, os fios eram tecidos em teares muito simples.
  • Os objetos de cerâmica eram produzidos com argila modelada à mão e cozida em fogueiras. Usando essa técnica, os artesãos produziam vasilhas para armazenar alimentos, pratos, vasos decorativos e outros objetos
Algumas peças de cerâmica eram decoradas com pinturas. as mais belas serviam tamvem como meio de troca por produtos necessarios à população das aldeias
A necessidade de melhorar a produtividade agrícola e a divisão do trabalho tambem levaram as comunidades neolíticas a produzir uma importante invenção, o arado, que facilitava e agilizava o preparo da terra para o cultivo.