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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 1 - A formação de Roma

Vista do Rio Tibre, em Roma, 2012.

Pequenos núcleos às margens do Tibre

A região onde surgiu a cidade de Roma era habitada desde o século X a.C. pelos latinos. Eles moravam em aldeias no alto dos montes e viviam basicamente como pastores, embora também caçassem. 
Estudiosos analisaram vestígios encontrados no Monte  Palatino e concluíram que, por volta do século VIII a..C., formou-se uma comunidade naquela região. A comunidade era composta de várias aldeias latinas unidas provavelmente para se defenderem dos sabinos, outro povo que também vivia na região

A influência etrusca

(Clique para ampliar)
Os etruscos viviam ao norte de Roma e dominavam toda a região que se estendia da margem oposta do Rio Tibre até terras além do Rio Arno (veja o mapa). Ainda não se sabe ao certo a origem dos etruscos, mas sabe-se que eram um povo de comerciantes e navegadores, com intensos contatos com os fenícios e as colônias gregas do sul da Península Itálica.
Por volta de 600 a.C., os etruscos chegaram a Roma para aumentar suas rotas de comércio. Comerciantes e artesão estabeleceram-se na nova cidade, mas não dominaram Roma militarmente. Aos poucos, ligaram-se às famílias ricas, por casamentos ou por prestação de serviços.
Muitos costumes romanos, alguns deles de orgiem grega ou fenícia, foram influenciados pelos etruscos. Por exemplo, o hábito de vestir túnica, algumas práticas religiosas, como a interpretação da vontade divina por meio da observação das vísceras de animais e o culto a Júpiter e a Minerva. A própria cidade de Roma cresceu muito com os etruscos: o comércio aumentou, canais de drenagem foram construídos para secar os pântanos nas planícies e a área do Fórum formou-se o centro da cidade, local de mercado e assembleias políticas

.Veja também a continuação

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Exercícios Resolvidos - As origens do ser humano

Exercícios Resolvidos com base nas matérias:
A evolução do Ser Humano
Paleolítico
Neolítico
Primeiras cidades
Primeiras cidades
Comércio e divisão

Resolva os exercícios com base nos seus conhecimentos sobre esta matéria e confira o gabarito no fim desta página.


  1. "Os ________ deram origem aos hominídeos, que sofreram uma lenta evolução: o _______ tornou-se maior e a habilidade manual desenvolvida. Os mais antigos dos hominídeos foram os _______."
As palavras que completam a frase, respectivamente, são:
     a.) cérebro, australopithecos e sedentários.
     b.) Homo sapiens, Homo neanderthalensis e nômades.
     c.) Primatas, cérebro e australopithecos.
     d.) Primatas, Homo sapiens e  nômades
 
     2. "A nossa espécie, chamada de ________, existe há cerca de 100 mil anos. Os diversos grupos humanos formados se adaptaram de formas diferentes para sobreviver. Alguns se tornaram ________ com o desenvolvimento da _________, enquanto outros permaneceram ________, vivendo da ________, da pesca e da coleta."
As palavras que completam a frase, respectivamente, são:
    a.) Australopithecus, sedentários, caça, nômades, agricultura.
    b.) Homo sapiens, sedentários, agricultura, nômades, caça.
    c.) Primatas, nômades, cerâmica, primatas, agricultura
    d.) Homo neanderthalensis, sedentários, agricultura, nômades, cerâmica

Observe o mapa e responda as questões 3 e 4, assinalando a alternativa que completa a frase.

      3. "As cidades de Mohenjo-Daro e Harpa surgiram nas proximidades do Rio _______."
      a.) Indo
      b.) Gangues
      c.) Indiano
      d.) Harpense

     4. "Uma das cidades mais antigas do mundo, _______, era a que mais se aproximava da Europa.
     a.) Índia
     b.) Mesopotâmia
     c.) Gizé Secara
     d.) Çatal Hüyük
   
     5. Com base nos seus conhecimentos sobre O surgimento da Escrita, observe as seguintes afirmações e assinale a alternativa correta.
     I - A escrita possibilitou o surgimento do Estado
     II- Com a escrita, muitas informações sobre a vida de povos passados puderam ser preservadas.
     III- A necessidade de contabilizar foi um dos principais motivos para o surgimento da escrita
     IV- Os gregos inventaram a escrita

     a.) Apenas a I e II estão corretas.
     b.) Todas estão corretas.
     c.) A II é uma das corretas.
     d.) a II e a IV estão corretas.

Gabarito (selecione para visualizar)
c- b - a - d - b 
   

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A civilização Grega - parte 4 - A vida política na Grécia Antiga

A Atenas aristocrática

Atenas foi inicialmente governada por um rei, Teseu, chefe de uma poderosa família. Teseu teria unificado a Ática, região localizada no extremo leste da Grécia continental, sob o controle político e administrativo de Atenas (veja o mapa). Depois de Teseu,  Atenas teve outros reis.
Por volta de VII a.C., a realiza já não tinha tanto poder. O rei se tornou apenas um dos nove ardontes, funcionários do Estados nomeados anualmente. Até esse momento, os aristocratas detinham o poder político.

A oligarquia espartana

Guerreiro espartano com capacete e atirando
em sua lança.
A sociedade espartana era bem diferente da de Atenas. Em Esparta, todos os cidadãos podiam participar da assembléia, chamada de apela, que era na verdade mais uma reunião de soldados do que em um lugar de debate político. Quem governava de ato a cidade eram membros da gerúsia, conselho formado por anciãos das famílias mais ricas da gerúsia. Por isso, o governo espartano é chamado de oligárquico, ou seja, governo exercido por uma minoria.

O domínio dos esparciatas

Os cidadãos espartanos descendiam dos antigos dórios. Conhecidos como esparciatas ou iguais, só eles podiam participar da vida política da cidade. Proprietários das melhores terras da região, os esparciatas eram proibidos de exercer qualquer atividade econômica. Eles se dedicavam à política e principalmente aos preparativos para a guerra.
Havia também os periecos, que descendiam dos povos conquistados pelos dórios. Os periecos eram homens livres e se dedicavam ao comércio, ao artesanato, ou possuíam pequenas propriedades agrícolas. Eram obrigados a cultivar um lote especial de sua propriedade para os reis espartanos. Em época de guerra, os periecos também participavam do exército.
Na base social espartana apareciam os hilotas, população servil que habitava as terras conquistadas pelos antigos dórios. Por resistir ao domínio espartano, eles foram subjugados e transformados em servos. Os hilotas trabalhavam em propriedades do Estado e dos cidadãos espartanos e não podiam abandonar as terras

Veja também a continuação desta matéria.

domingo, 15 de setembro de 2013

A Civilização Grega - Parte 2 - A origem da civilização

A cultura cretense Grega

As primeiras organizações políticas que apareceram nas ilhas do Mar Egeu eram semelhantes àquelas do Egito antigo e da Mesopotâmia. Na ilha de Creta, por volta de 200 a.C., existiam luxuosos palácios nos quais residiam reis. Os palácios mais importantes se localizavam na cidade de Cnossos.
Os reis cretenses controlavam grande extensões  de terras, onde trabalhavam muitos camponeses. Esses trabalhadores pagavam tributos ao governo na forma de produtos agrícolas. Os escribas encarregavam-se de registrar os tributos recolhidos pelo Estado e arquivar as anotações nos palácios.
Os historiadores não sabem ao certo a origem dos cretenses, mas é certo que eles não eram gregos. Sua escrita ainda não foi decifrada pelos estudiosos.
Por volta de 1450 a.C., os palácios cretenses foram destruídos, provavelmente pelas invasões dos aqueus, um povo indo-europeu. Os aqueus são considerados antepassados dos gregos. A escrita dos aques foi preservada em tabuinhas em cerâmica e decifrada na década de 1950. Ao decrifrá-ça,  os estudiosos descobriram que se tratava de um dialeto grego.

Ruína da "Porta dos Leões", na cidade de Micenas,
construção de cerca de 1300 a.C.

A sociedade micênica 

Micenas, na Grécia peninsular foi uma das mais importantes cidades fundadas pelos aqueus. A sociedade micênica também estava organizada em torno do palácio. O rei e uma aristocracia guerreira mantinham o controle sobre a população dos camponeses. A cidade de Tróia, que aparece no poema Ilíada, de Homero, foi atacada pelos aqueus no século XIII a.C.
Os palácios micênicos foram destruídos em torno de 1220 a.C., mas as razões desse fato ainda não são claras. Nessa mesma época, os dórios estabeleceram-se em Creta e na Grécia peninsular; os jônios e os eólios ocuparam a Grécia continental. Os aqueus, os dórios, os jônios e os eólios, todos povos indo-europeus, deram origem aos gregos.

Veja também a continuação desta matéria

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Índia parte 3: Período Védico

◙ Os arianos e os Vedas

Livro de Vedas
A principal fonte para o estudo da história da Índia no período ariano são os livros chamados Vedas (ver imagem). Trata-se de um conjunto de hinos religiosos, preces, fórmulas mágicas e conhecimentos sobre a natureza humana e o universo, transmitidos oralmente ao longo das gerações.
O mais antigo desses livros é o Rigveda, composto entre 1500 e 900 a.C. e constituído de mais de mil hinos. Eles trazem muitas informações sobre o período védico.

◙ A sociedade de castas

Os arianos sentiam-se superiores aos nativos. Esse preconceito foi um dos fatores que deram origem à sociedade de castas, ou seja, a divisão social indiana. Eram em grupos rigidamente demarcados. As principais castas eram as seguintes: 
Os Intocáveis ou dalits
 Brâmanes: Eram os sacerdotes, que compunham a casta dominante. Controlavam os rituais e interpretavam os Vedas para estabelecer as leis, além de ocupar altos cargos no Estado
 Xátrias: Formada pelos nobres guerreiros
 Vaixás: Eram os comerciantes, artesãos e agricultores. Embora pudessem até ser muito ricos, eram obrigados a contribuir com impostos e servi na guerra.
 Sudras: casta constituída pelos escravos; A maioria descendia dos antigos habitantes da Índia
Além desses grupos, existiam os chamados intocáveis, pessoas totalmente excluídas de direitos e consideradas impuras.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Índia parte 2: A civilização Harapense

○ A produção artesanal

Os harapenses desenvolveram um artesanato bastante variado, voltado tanto para o uso doméstico como para a troca.
 Instrumentos e armas: martelos, facas, machados, brocas, espadas e flechas, feitos de pedra, osso, madeira, bronze e cobre.
 Utensílios domésticos: panelas, travessas, jarras, potes e copos. Esses objetos eram feitos de argila e podiam servi tanto para o uso diário como para fins decorativos
 Jóias: braceletes, pentes e agulhas de ouro, objetos preferidos pelas mulheres, além de ornamentos feitos com cerâmica, jade, turquesa e outras pedras semipreciosas.

○ A vida Religiosa

sinetes encontrados em Mohenjo-Daro e Harapa
O pouco que se sabe das crenças harapenses baseia-se no estudo de sinetes (selos de argila) encontrados por arqueólogos nas ruínas de Harapa e Mohenjo-Daro. Neles havia figuras de animais, plantas e seres humanos. Essas figuras levaram os estudiosos a algumas conclusões.
Os harapenses adoravam uma deusa-mãe, representada com seios grandes, quadris largos e cabelos cuidadosamente penteados. Com o tempo, eles passaram a adorar outras entidades, como o unicórnio e o minotauro.
Acredita-se que a principal divindade harapense tenha sido uma figura masculina com chifres e múltiplas faces, colocada na posição tradicional da ioga.

○ O fim da cultura harapense

Por volta de 2000 a.C., a civilização do vale do Indo começou a mostrar sinais de desagregação. Aproximadamente em 1900 a.C., um importante rio da região, o Ghaggar-Hakra, sofreu um desvio de curso e secou, afetando a subsistência das comunidades de vários territórios. Teria ocorrido, então, uma migração em massa para as cidades próximas como Harapa e Morenjo-Daro, que passaram a enfrentar problemas de superpopulação. As elites locais perderam o controle, e as cidades entraram em decadência.
O empobrecimento das cidades do Vale do Indo coincidiu com a chegadas dos arianos, povos nômades e guerreiros originários da Europa Ocidental. Os arianos entraram na Índia e se instalaram no Vale do Rio Ganges, onde fundaram uma nova civilização.

Veja também:
Índia parte 3: Período Védico

Índia Parte 1: A civilização Harapense

○ Às margens do Rio Indo


Como a China, a presença de grandes rios foi fundamental para o desenvolvimento da civilização indiana antiga.
A ocupação da Planície Indo-gangética é muito antiga. Alguns arqueólogos afirmam que existem vestígios dessa ocupação datados de 5000 a.C. Da ocupação inicial desenvolveu-se a cultura harapense, localizada às margens do Rio Indo

○ A cultura Harapense

Por volta de 2500 a.C., quando os europeus ainda  viviam em pequenas aldeias, na Índia já existiam imensas cidades, como Harapa e Mohenjo-Daro. Elas se localizavam no Vale do Rio Indo, onde hoje está o Paquistão. A população dessas cidades podia usufruir de sistemas eficientes de fornecimento de água e de coleta de esgotos. Acredita-se que os seus moradores tinham relações comerciais com as cidades da Mesopotâmia e estenderam seus domínios para outras regiões da Índia.
Por quase sete séculos, a cidade de Harapa foi o maior e mais populoso centro econômico do Vale do Indo. Entre 40 mil e 80 mil pessoas podem ter vivido na cidade. Essa cidade era circundada por grandes muralhas e tinham espaçosas avenidas separando seus bairros.

○ A atividade agrícola

Damasco, trigo e ervilha eram cultivados na civilização
harapense.
A Agricultura constituía a base econômica da civilização harapense. Os camponeses cultivavam trigo, cevado, ervilha, melão, damasco, gergelim e outros produtos. Os habitantes do Vale do Indo foram os primeiros cultivadores de algodão, cuja fibras eram usadas para produzir tecidos. As boas colheitas também resultavam da construção de reservatórios de água e canais de irrigação


Veja a continuação:
Índia parte 2: A civilização Harapense




quarta-feira, 15 de agosto de 2012

China Parte 2: As primeiras dinastias

♦ As primeiras dinastias

Por volta do ano de 1600 a.C., começaram a aparecer na China sinais de centralização política. Nesse período, apareceram as primeiras cidades fortificadas, desenvolveu-se a metalurgia do bronze e criou-se o primeiro sistema de escrita chinês.
Todas essas mudanças ocorreram durante a dinastia Shang, que se iniciou quando o rei Chengtang impôs seus domínios sobre as regiões central e leste do Vale do Rio Amarelo e estabeleceu a capital do governo na cidade de Xibo. Depois disso, a capital da dinastia foi mudada várias vezes, até ser estabelecida em Yin, perto da atual cidade de Anyang.
Na cidade de Xibo, havia palácios também rodeados de muralhas construídas para defender o cetro decisório do governo. Os achados indicam que a cidade era bastante desenvolvida, com edifícios bem planejados e com um eficiente sistema de defesa.

♦ O fim da dinastia Shang

Por volta do século XII a.C., um povo vindo do oeste começou a abalar o poderio da dinastia Shang. Eram os Chou, originários do vale do Rio Wei. Os Chou tinham se tornado muito poderosos e a cada ano, expandiam os seus domíneos, tomando áreas do território Chang e distribuindo-as a seus aliados. A queda definitiva dos reis Chang ocorreu com a tomada da capital, a cidade de Yin, onde se estabeleceu a nova dinastia. A dinastia Chou foi a mais longa da história chinesa, durando até o seculo III a.C

Veja também as outras parte desse Tópico. Segue o Link:

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Egito: o Egito e o Rio Nilo

A civilização egípcia desenvolveu-se numa área desertica do nordeste da áfrica, as margens do Rio Nilo.

O Egito é um oásis
O Egito antigo ocupava uma faixa de terra muito extensa, banhada de norte a sul, pelas águas do Rio Nilo. Esse Território se localizava no Deserto do Saara, no nordeste da África.
No meio do deserto, graças as águas do Nilo e ao trabalho humano, criou-se uma extensa faixa de terra habitável e cultivada.

O trabalho as margens do Rio Nilo
Os egípcios cultivavam a terra para obter os alimentos necessários para sobreviver. As cheias do Nilo organizavam a vida agrícola. A parti de setembro, as águas baixavam e os camponeses começavam a semear as terras. Ela estava úmida e fertilizada pelo humo, um material orgânico formado de restos vegetais decompostos. Na terra, os camponeses plantavam trigo, cevada, linho e diversas verduras.
Acredita-se que o faraó não era o único proprietário das terras. Há resistros de propiedades particulares que podiam ser negociadas.
A criação de gado, pesca e a caça também era importantes, mas a carência de outras matérias-primas, como a madeira e minérios, levou os egípcios a realizar trocas com outros povos.
Nos palácios e templos, encontravam-se vários profissionais especializados, como padeiros, ceramistas, arranjadores de flores, fundidores, escultores, desenhistas, ferreiros, guadas de todos os tipos, pastores de ovelhas, de cabras e de gansos.

A História de um longo império
Menés é considerado o primeiro faraó do Egito. A história política do Egito antigo divide-se em três fases. Entre essas fases existem o que os historiadores chamam de "período intermediários", em que os faraós tiveram pouco poder ou enfrentaram pequenas invasões estrangeiras.
Antigo Império (c. 2686-2181 a.C.): nesse período foram construidas as grandes pirâmides de Gizé
Médio Império (c. 2040- 1782 a.C): nessa fase, os faraós conquistaram terras na Núbia (veja o mapa), ao sul do Egito.
Novo Império (c. 1570 - 1069 a.C): os faraós mais conhecidos dessa fase foram Tutmosis III e Ramsés II, que estederam o Império Egípcio para a Palestina e Síria