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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 9 - A cultura romana

A produção intelectual

Os romanos escreveram vários tipos de obras literárias: livros de história, romances, cartas, tratados de filosofia, retórica e religião, além de poesia e peças de teatro. Grande parte desses textos, escritos em latim, foi produzida pela elite. É o caso de Virgílio (70-19 a.C.), autor do poema épico Eneida, e de Ovídio (43 a.C. - 18 d.C.), que escreveu Arte de Amar, espécie de manual que ensina como o homem deve proceder para conquistar o amor de uma mulher.
Conhecido na época como Anfiteatro Flávio, o Coliseu
foi construído no século I d.C., com a capacidade para 50
mil pessoas. Na arena do Coliseu eram realizados diversos
tipos de espetáculo, mas os combates com gladiadores
eram os mais apreciados.
Na área de história, os romanos escreveram sobre a cidade de Roma e seu império. OS principais autores nesse campo foram Salústio, Titio Lívio, Tácito E Suetônio. Algumas pessoas ricas e governantes patrocinavam o trabalho de poetas e historiadores.

Diversão e Cultura

Todos os moradores de uma cidade do Império Romano podiam contar com uma variedade de divertimentos. Destacavam-se os banhos públicos e espetáculos como as corridas de quadriga, as lutas de gladiadores e o teatro.
O prazer maior, contudo, estava nas corridas e nas lutas entre gladiadores, em geral escravos ou condenados. Desses espetáculos participava toda a sociedade, desde o magistrado principal até o mais humilde cidadão. Nas cidades, organizavam-se grupos rivais que torciam por um ou outro grupo de gladiadores ou condutores de bigas e quadrigas.

Retórica: Arte de falar bem; conjunto de regras para produzir um bom discurso.
Poema épico: Tipo de narrativa centrada nas ações de heróis e em acontecimentos extraordinários
Quadriga: carro puxado por quatro animais.

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

A civilização romana - parte 8 - A sociedade romana e sua religião

A religião

Os romanos tinham, no princípio, crenças muitos particulares. Cultuavam vários deuses, entre eles Vulcano. O convívio com etruscos e gregos alterou esses rituais. Muitas práticas foram incorporadas. Vulcano, por exemplo, passou a ser comparado ao deus grego Hefesto, e Zeus passou a ser cultuado com o nome de Júpiter.
Com a expansão territorial, os romanos incorporaram ainda deuses cultuados na África e na Ásia, como os egípcios Osíris e Ísis. Os romanos acreditavam ainda na capacidade de algumas pessoas preverem o futuro por meio da observação do vôo das aves ou da análise das vísceras de animais. Eram os chamados augures.

Os rituais religiosos

Os rituais religiosos eram, em sua maioria, festivos. A cada começo do mês, por exemplo, era costume o chefe das famílias ricas sacrificar um animal, em geral um leitão, para os espíritos que protegiam a casa, chamado Lares e Penates. A carne desses animais era servida posteriormente em um banquete para diversos convidados.

A família

Para os romanos, a família era composta pelo pai, a mãe, filhos, mais o escravos e os libertos (ex-escravos), além da propriedade. Os jovens,em sua maioria, pretendiam formas família e conquistar autonomia. Nas famílias ricas eram os pais dos noivos que combinava o casamento dos filhos. Os principais motivos para se casar eram o desejo de aumentar o patrimônio e ter filhos que pudessem herdá-lo. Tanto a mulher quando o homem podiam tomar a iniciativa de separação. Várias mulheres de militares, por exemplo, casavam-se novamente durante a longa ausência do marido.
Assim que nascia, a criança de família rica era confiada a uma nutriz, que se encarregava de amamentá-la. Cabia a ela também cuidar da educação da criança, o que fazia com a ajuda de um pedagogo, também chamado de nutridor. Até a puberdade, a nutriz e o nutridor zelavam pela boa formação de meninos e meninas da elite.


veja também a parte final

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Em foco: O corpo na Grécia antiga e no mundo atual - parte 2

A beleza dos atletas olímpicos

Coroa de Louros
Os jogos olímpicos gregos eram realizados em homenagem a Zeus, o mais importante deus de toda a Grécia. A data que se considera como o início dos jogos é de 776 a.C., quando os nomes dos vencedores passaram a ser registrados. No entendo, as competições olímpicas eram bem mais antas, surgiram antes mesmo do ano 1000 a.C.
O torneiro considerado inaugural realizou-se na cidade grega de Olímpia. O atleta vencedor foi Coroebus, que recebeu como premio uma coroa de louros e a admiração do público. Depois disso, a competição passou a ser celebrada a cada 4 anos, momento em que as cidades interrompiam as guerras para participar dos jogos.
Apenas os homens disputavam as provas olímpicas, e os vencedores, como Coroebus, eram premiados com uma coroa de louros. As mulheres promoviam uma competição à parte, a Herae. Realizado na cidade de Argos, o torneiro feminino eram uma homenagem a Hera, esposa de Zeus.
Para os gregos, os atletas expressavam a coragem e a beleza física dos homens, com formas maravilhosas, com habilidade impressionante, com força invencível, cidadãos de bom caráter e capazes de proteger a cidade.
Hércules, cópia romana em mármore
do original grego do século
V a.C. Os artistas esculpiam os
heróis lendários como homens
de grande beleza e força física.
Como naquela época, os atletas modernos representam o ideal grego da beleza e cidadania. Hoje, quando um atleta sobe ao pódio para receber a medalha e a coroa de louros, não é só o atleta que está sendo premiado, mas o próprio país que ele representa.

A beleza dos heróis

Como os atletas, os heróis dos mitos gregos também representavam o ideal de beleza, força e coragem daquela época.
Para os gregos, os heróis podiam ser personagens de histórias épicas ou, na maior parte dos casos, semideuses, nascidos da união de um deus com um mortal.
O heróis Hércules, filho de Zeus com a mortal Acmena, reunia as qualidades valorizadas pelos gregos: era forte, corajoso e astuto. Sua fama veio dos doze trabalhos que foi obrigado a realizar como punição por ter matado os próprios filhos num momento de loucura.

Os novos heróis

As histórias em quadrinhos e meios de comunicação modernos também produzem inúmeros heróis. Muitos deles são imáginarios, como o Homem-Aranha; outros são figuras reais, como o piloto brasileiro Ayrton Senna ou o norte-americano Michael Jordan, que foram mitificados pela propagando em seus países.
Exemplos de super-heróis modernos.
Algumas qualidades dos novos heróis são semelhantes às dos antigos heróis gregos: corpos atléticos, grande habilidade, determinação e coragem. Outras qualidades, porém, não eram valorizadas nos heróis daquela época, como a preocupação com o bem comum. Édipo, Hércules e outros heróis gregos cometeram atos violentos, que são condenados nos heróis modernos.

Fonte: Projeto Araribá História - 6º ano - 2ª edição. São Paulo, Moderna 2007. Páginas 178-181.

Veja também: O milho, da América para o mundo

Em foco: O corpo na Grécia antiga e no mundo atual - parte 1

O culto ao corpo

Corpo atlético e em forma. Esse é o modelo de beleza
que sustenta as academias e a indústria da estética.
Na época atual, corpos bonitos, saudáveis, atléticos e harmoniosos são qualidades valorizadas e cobradas pela sociedade.
Essa espécie de culto ao corpo e à beleza movimenta bilhões de dólares em produtos e serviços e faz milhares de pessoas correrem para os centros cirúrgicos  e de emagrecimento.
Mas, se há um aspecto positivo em cuidar melhor do próprio corpo, há também um aspecto negativo: o de adoecermos na batalha para sermos belos. A preocupação com a beleza também provoca nas pessoas um sentimento de baixa auto-estima, por não terem o tipo de corpo valorizado como belo

A beleza para os antigos gregos

A busca do corpo bonito e saudável é  muito antiga. Para os gregos, por exemplo, a beleza do corpo não era apenas estética, aparente. A beleza expressava um modo de vida do cidadão. O grego belo era aquele que praticava exercícios físicos, aprendia música, discutia política e tinha gosto pelo conhecimento e pela arte.
Nos jogos olímpicos, ocasiões nas quais as cidades gregas competiam entre si, os atletas podiam demostrar as qualidades valorizadas no cidadão: coragem, força e inteligência, além de corpos fortes e bonitos.
A busca pelo corpo bonito também inclui técnicas e
produtos para embelezar o rosto.

O ginásio

O nome "ginásio" vem de gumnos, isto é, "nu", porque os jovens que nele se exercitavam não vestiam roupas. Os ginásios atenienses tinham a tarefa de transformar os meninos em cidadãos completos.
Nos ginásios, parte das aulas era dedicada aos exercícios físicos. Na outra parte, os alunos aprendiam leitura,a escrita, cálculo, poesia e música. Além disso, aprendiam com os mais velhos a falar bem e a argumentar com perfeição.
O treinamento físico não tinha apenas objetivos militares. Procurava-se também preparar atletas para competir nos jogos olímpicos.

Veja também a continuação desta matéria.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Cotidiano e Cultura Grega Antiga - parte 6 - A arte grega

A pintura

Vaso ático com figuras pretas
A pintura de vasos de cerâmica foi muito praticada em toda a Grécia. Pintavam-se desde personagens míticos até cenas de batalha ou da vida cotidiana. Duas técnicas eram as mais utilizadas:
Vaso ático com figuras vermelhas.
  • A figura negra. As figuras eram pintadas com verniz negro e os detalhes eram feitos com um estilete.
  • A figura vermelha.  A cor negra era usada no fundo e as figuras eram deixadas no vermelho.
Os edifícios públicos e os interiores das casas também era pintados, mas poucas dessas pinturas chegaram até nossos dias

O teatro grego

O teatro, como conhecemos hoje, é uma invenção grega. Era um ritual de homenagem a Dioniso, deus do vinho e da alegria, e uma forma de corrigir os defeitos do ser humano.
Todos os personagens do teatro, eram representados por homens. Os atores usavam máscaras para representar diferentes papéis, inclusive os femininos.
Com exceção dos escravos, todas as pessoas podiam assistir aos espetáculos teatrais, devendo pagar pelo ingresso. Durante o espetáculo, vendedores ambulantes ofereciam comida e bebida ao público.
Havia dois tipos de espetáculo: a tragédia e a comédia.
  • A tragédia provocava pavor e pena no espectador, com o objetivo de corrigir seus defeitos e forma-lo como cidadão justo e correto.
  • A comedia provocava riso. Por meio do riso, se fazia uma dura crítica aos aspectos da sociedade que eram considerado negativos.
Em síntese, a tragédia levava o espectador a refletir sobre os grandes problemas da vida através do medo, e a comédia o fazia por meio do riso.

Veja também a continuação desta matéria.

Cotidiano e Cultura Grego Antiga - parte 2 - A vida cotidiana na Grécia antiga

A educação Ateniense.

Em geral, as meninas pobres não aprendiam a ler nem a escrever. Até o casamento, que acontecia por volta dos 15 anos, elas aprendiam com as mães os serviços domésticos. Era o pai que escolhia um noivo para a filha.
Os meninos das famílias mais ricas eram educados por um pedagogo, em geral um escravo, que lhes ensinava a ler, escrever e recitar poemas. Eles também recebiam aulas de música.
A parti dos 15 anos de idade, os garotos frequentavam o ginásio, onde praticavam exercícios físicos e discutiam questões políticas e filosóficas.
Azeite, vinho, pão, mel e frutas, principais alimentos
consumidos pela população grega.
Depois dos 20 anos, o jovem tinha mais dois anos de preparação militar, momento em que se tornava cidadão. 

A alimentação na Grécia Antiga

Os gregos comiam pão, frutas, verduras, vagens e pescados, e temperavam os alimentos basicamente com azeite. O vinho era a bebida naus consumida e raramente se comia carne. Como não conheciam o açúcar, os gregos adoçavam sua comida com mel.

Esparta, uma pólis guerreira

A cidade de Esparta, localizada ao sul da Península do Peloponeso, tinha o exército mais poderoso da Grécia.
A educação espartana era muito rígida. Quando a criança nascia, era encaminhado a um conselho de anciãos para ser examinado. Se a criança parecia ter alguma deficiência, era lançada a um precipício. Se a consideravam saudável, ficava sob os cuidados da mãe.
Após sete anos de idade, os meninos espartanos passavam a viver em quartéis. La se dedicavam ao exercício militar e se habituavam a suportar a dor, a fome e o frio.
Após o pperíodo de treino, os jovens espartanos eram submetidos a um ritual de passagem. Os que não fossem condiderados aptos para a guerra, caíam para uma condição inferior dentro do grupo de espartanos.
Voltados para a Guerra, os cidadãos espartanos sobreviviam basicamente de produtos cultivados em suas terras pelos hilotas. Em Esparta, o comércio externo praticamente não existiam.

Veja também a continuação desta matéria.