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terça-feira, 29 de outubro de 2013

A civilização romana - parte 8 - A sociedade romana e sua religião

A religião

Os romanos tinham, no princípio, crenças muitos particulares. Cultuavam vários deuses, entre eles Vulcano. O convívio com etruscos e gregos alterou esses rituais. Muitas práticas foram incorporadas. Vulcano, por exemplo, passou a ser comparado ao deus grego Hefesto, e Zeus passou a ser cultuado com o nome de Júpiter.
Com a expansão territorial, os romanos incorporaram ainda deuses cultuados na África e na Ásia, como os egípcios Osíris e Ísis. Os romanos acreditavam ainda na capacidade de algumas pessoas preverem o futuro por meio da observação do vôo das aves ou da análise das vísceras de animais. Eram os chamados augures.

Os rituais religiosos

Os rituais religiosos eram, em sua maioria, festivos. A cada começo do mês, por exemplo, era costume o chefe das famílias ricas sacrificar um animal, em geral um leitão, para os espíritos que protegiam a casa, chamado Lares e Penates. A carne desses animais era servida posteriormente em um banquete para diversos convidados.

A família

Para os romanos, a família era composta pelo pai, a mãe, filhos, mais o escravos e os libertos (ex-escravos), além da propriedade. Os jovens,em sua maioria, pretendiam formas família e conquistar autonomia. Nas famílias ricas eram os pais dos noivos que combinava o casamento dos filhos. Os principais motivos para se casar eram o desejo de aumentar o patrimônio e ter filhos que pudessem herdá-lo. Tanto a mulher quando o homem podiam tomar a iniciativa de separação. Várias mulheres de militares, por exemplo, casavam-se novamente durante a longa ausência do marido.
Assim que nascia, a criança de família rica era confiada a uma nutriz, que se encarregava de amamentá-la. Cabia a ela também cuidar da educação da criança, o que fazia com a ajuda de um pedagogo, também chamado de nutridor. Até a puberdade, a nutriz e o nutridor zelavam pela boa formação de meninos e meninas da elite.


veja também a parte final

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A civilização romana - parte 6 - Pró-Império

O imperador Otávio Augusto, o maior
símbolo do poder romano, escultura
do século 1 a.C.

Lutas sociais em Roma

As conquistas territoriais possibilitaram a Roma acumular muitas riquezas, mas também fizeram aumentar o número de pobres na cidades e nos campos.
Diante dessa situação,  Tibério Graco, eleito tribuno da plebe em 134 a.C., propôs várias mudanças. Uma delas estabelecia uma ampla reforma agrária que limitava o tamanho das propriedades rurais e distribuía terras àqueles camponeses pobes que lutavam nas guerras.
Apesar de aprovada pelo Senado, a proposta teve forte resistência das elites. Assim, numa rebelião liderada pelos patrícios, Tibério acabou sendo assassinado.
Após dez anos, as ideias de Tibério sobre a reforma agrária foram retomadas por seu irmão, Caio Graco, eleito tribuno da plebe. Além de defender a distribuição de terras para a população pobre, Caio propôs ainda estender a cidadania romana aos povos aliados da Península Itálica. A resistência às propostas de Caio foi geral. Temendo ser assassinado por seus inimigos, ele determinou que um escravo o matasse

O prestígio dos militares

Com as constantes guerras de conquista, cada vez mais longas e distantes da Itália, tornou-se necessário reorganizar o exército romano. O exército não era permanente, mas formado periodicamente pelos cidadãos. Uma cavalaria, composta pelos indivíduos ricos, e uma infantaria, formada pelos camponeses, guerreavam apenas no verão. A partir das reformas implementadas em 111 a.C., Roma passou a ter um exército fixo: voluntários recebiam um salário para combater. Esses novos soldados eram mais ligados aos seus generais, pois deles recebiam terras, escravos e objetos saqueados. Nesse cenário, líderes militares que conquistavam vitórias nas guerras começavam a ganhar prestígio

veja também a continuação.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 5 - As guerras de conquistas

A expansão pelo Mediterrâneo

O  domínio da Península Itálica fez de Roma uma potência. Na disputa por rotas de comércio e terras, não tardou para que a cidade entrasse em conflito com outras potências do Mediterrrâneo.
O mais intenso dos conflitos ocorreu com Cartago, cidade ao norte da África fundada pelos fenícios e que controlava o Mediterrano ocidental. Ao todo foram três guerras entre romanos e cartagineses, denominadas Guerras Púnicas. Acompanhe:
clique para ampliar
  • A Primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.) iniciou-se com a intervenção romana numa colônia de Cartago situada na Sicília. O conflito trouxe uma novidade para os romanos: o combate no mar. Com hábeis marinheiros, Cartago era a principal potência marítima do período. Os romanos só conquistaram a vitória após copiar, com a ajuda dos gregos, os barcos inimigos.
  • A Segunda Guerra Púnica (218-202 a.C.) desenvolveu-se quase toda em território romano. Liderados por Aníbal, os cartagineses conquistaram várias vitórias. O quadro só se reverteu  com a decisão romana de atacar Cartago. Aníbal viu-se então obrigado a recuar para defender sua cidade e acabou derrotado na Batalha de Zama (veja o mapa).
  • Na Terceira Guerra Púnica (150-146 a.C.), Roma foi implacável com o inimigo. Atacou e destruiu completamente a cidade, escravizando os sobre viventes. Com essa vitória, completou-se o ciclo de batalhas que dariam aos romanos o controle de grande parte do Mediterrâneo. 
  • Pintura atríbuida a Jacopo RIpanda, século XVI, representan-
    do o general cartaginês Aníbal avançando com o seu exército.

Uma nova cidade

As conquistas transformaram Roma. Os espólios de guerra e os tributos pagos pelos vencidos enriqueceram a cidade. A nobilitas, isto é, a aristocracia formada de patrícios e plebeus enriquecidos, foi o principal grupo grupo beneficiado. Seus membros, sobretudo os senadores, continuaram a controlar os principais cargos públicos, civis e militares, assumiram a administração dos novos territórios.
As guerras possibilitaram ainda a formação  de um novo grupo social: o dos cavaleiros. Eram assim chamados porque sua  fortuna pessoal possibilitava que eles servissem na cavalaria durante as guerras. A fortuna desse novo grupo social provinha da cobrança de impostos e do comércio nas áreas conquistadas, além do exercício de cargos públicos.
vinho e azeite, principais produtos produzidos nas terras
conquistadas pelos romanos.
A economia também se transformou. A obtenção de terras e escravos levou ao surgimento de propriedades escravistas, que produziam principalmente vinho e azeite. Senadores e cavaleiros geralmente possuíam tais fazendas, que exigiam um alto investimento para serem montadas. Mas isso não significou o desaparecimento da pequena propriedade camponesa, que continuou produzindo cereais e outros alimentos de subsistência. A conquista de um império proporcionou um grande aumento do comércio.
O conflito entre romanos e cartagineses teve outra consequência: a luta pelo controle do Mediterrâneo oriental. Aliados de Cartago, os macedônios resolveram atacar Roma. A síria também acabou se envolvendo no conflito. Os dois impérios foram derrotados e submetidos pelos romanos em 190 a.C

O governo nas áreas conquistadas

Aliados: cidades da Península Itálica que decidiram unir-se a Roma. Não pagavam tributos, mas forneciam soldados para o exércitos.
Municípios: nome dado aos territórios conquistados na Península Itálica. Tinham que pagar impostos e fornecer soldados para os exércitos.
Províncias: territórios conquistados fora da Península Itálica. Em geral, eram governadas por um magistrado romano e deviam pagar impostos. Algumas províncias gozava de maior autonomia.
Em geral, em todos território conquistado a cultura e a organização administra tiva local eram respeitadas.

A escravidão em Roma

As conquistas de Roma e a expansão pelas terras do Mediterrâneo provocaram muitas mudanças. A mão-de-obra escrava aumentou, já que os prisioneiros de guerra eram transformados em escravos. Nos campos, além de camponeses livres, contratados geralmente no períodos de colheita, passou a utilizar escravos nas grandes propriedades. 
Os escravos podiam ser prisoneiros de guerra, filhos de escravos ou até mesmo homens livres que se vendiam para um senhor. Alguns pais pobres também vendiam os filos como escravo. O escravo era considerado, pela lei, um dos bens do seu senhor: podia ser vendido, alugado ou morto.
Com o aumento do escravismo também despontaram as revoltas de escravos. As primeiras rebeliões ocorreram na Sicília, entre 136 e 132 a.C., sucedidas por outras mais fracas em outras regiões. Em 73 a.C., em Cápua, no sul da Península Itálica, o gladiador Espártaco liderou uma revolta contra Roma que durou dois anos. A rebelião foi sufocada; seu líder morreu em batalha e certa de 6 mil pessoas foram crucificadas.
A revolta dos escravos que ocorreram na Península Itálica e na Sicília não tinham por objetivo abolir a escravidão. Os revoltosos pretendiam somente libertar-se e fundar novas comunidades ou regressar às suas pátrias. 

Púnico: Nome pelo qual os romanos chamavam os cartagineses. 


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terça-feira, 22 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 3 - A república romana

Nova ordem política

Com a queda dos reis etruscos, o governo de Roma passou a ser uma rés pública, que em latim significa coisa pública. No período republicano, o Estado era considerado bem público, administrado pelos cidadãos.
Na república romana, porém, nem todos os cidadãos tinham o mesmo poder político. O poder maior passou a ser exercido por dois cônsules, escolhidos pelos patrícios no Senado. Eleitos para o mandado de um ano, os cônsules eram auxiliados pelos magistrados, pelo Senado e pelas assembléias.
Durante a república, havia em Roma três tipos de assembléia:
Esquema mostra os principais magistrados de Roma. (clique para ampliar.)
  • Assembléia por tribos: os cidadãos eram divididos pelo local de origem ou  de residência.
  • Assembléia por centúrias: divisão dos cidadãos de acordo com a riqueza e a participação no exército.
  • Assembléias da plebe: formada apenas por plebeus.
As mulheres e os escravos não faziam parte de nenhuma assembléia, pois não tinham o direito de participar das decisões políticas de Roma.
Os patrícios elegiam os magistrados e os senadores e podiam ser eleitos ara esses cargos. já os plebeus elegiam os magistrados, mas não podiam ser candidatos. Dessa forma, apenas os patrícios se revezavam no poder e os plebeus ficavam excluídos. Essa situação gerou grande descontentamento dos plebeus.

A luta entre plebeus e patrícios

Patrícios e plebeus participavam da vida pública de Roma, mas de maneira diferente. O voto nos comícios por centúrias em Roma era censitário, ou seja, de acordo com a posição da pessoa no censo, a lista de cidadãos.  Quando mais rico o cidadão, mais valia seu voto. Isso tirava o peso dos votos de muitos pebleus e fazia com que os patrícios controlassem as eleições dos magistrados.
Era possível observar a desigualdade entre patrícios e plebeus até na guerra. Após uma vitória romana, ocorria a divisão dos bens retirados dos inimigos, que incluíam escravos e terras. A divisão do espólio  era feita de acordo com a posse de armas. Como os patrícios detinham os melhores armamentos, ficava com a maior parte do espólio.
Muitos pebleus, em geral pequenos proprietários rurais, eram convocados para a guerra em plena época de plantio e colheita. Ao voltar da guerra, viam-se obrigados a contrair empréstimos, usando sua propriedade como garantia. Conforme a lei, os plebeus que não conseguissem pagar suas dívidas e resgatar sua hipoteca perdiam suas propriedades e sua liberdade, tornando-se escravos.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A civilização Romana - parte 2 - A organização de Roma.

A organização social

A sociedade romana dividia-se basicamente em dois grupos:
  • Patrícios (de patres, pais, chefes de família): formavam a aristocracia de Roma. Eles pertenciam a famílias que se consideravam descendentes de um antepassado comum. Eram os mais ricos, possuíam mais gado e terras. Por muito tempo, apenas os patrícios puderam lutar no exército.
  • Plebeus (de plebs, multidão) eram os mais pobres, viviam como agricultores ou artesão e geralmente trabalhavam para os patrícios. Não tinham participação no governo da cidade. Mesmo quando enriqueciam não podiam participar intensamente da vida política de Roma.
Também havia os clientes, um grupo intermediário entre os patrícios e os plebeus. Em geral, esse grupo era constituído de pessoas pobres, escravos libertos, estrangeiros ou filhos ilegítimos que dependia da proteção de um patrício para sobreviver.
Os clientes fazia parte da família do patrício protetor, mas não tinham direitos. O cliente recebia do patrício terras, gado e proteção. Em troca, deveria ajudar seu patrão em caso de guerra ou até auxiliá-lo economicamente. Para o patrício, quanto maior o numero de clientes sob sua proteção, maior era seu prestígio social e político
Nessa época já existiam escravos, mas ainda eram poucos, se comparado ao tempo posterior da república e do império.

A organização política

A primeira fase da história romana iniciou-se em 753 a.C., a data da fundação da cidade. Nessa fase,  Roma teve uma forma de governo monárquica. Os últimos reis foram etruscos.
Durante a monarquia, o rei era eleito pelo senado, um conselho formado pelos chefes das famílias patrícias de Roma. Cabia depois aos comícios curiais aceitar ou não o rei eleito pelos patrícios no senado.
A Comitia Curiata, como se chamavam, eram assembléias compostas de guerreiros com até 45 anos.
Os reis podiam declarar guerras, administrar a justiça e presidir os principais rituais religiosos. Mas os reis não tinham poderes ilimitados. O rei devia ouvir a opinião do senado em todas as questões relativas à cidade e também dependia das assembléias para garantir seu poder.

O fim da dominação etrusca

No final do século VI, os reis etruscos enfrentaram vários problemas. Ao se dirigirem para o sul da Península Itálica, encontraram um conflito com os cartagineses. Ao norte, próximo à região dos Alpes, enfrentaram os gauleses. 
Durante o domínio etrusco, a aristocracia romana se fortaleceu, enquanto a situação dos plebeus ficou mais díficil. Contantemente endividados com os patrícios, muitos plebeus eram transformados em escravos.
A crescente presença da população plebéia de Roma no exército fez com que os soldados exigissem maior participação política.
A assembléia do povo em armas, os chamados "comícios por centúrias", tornou-se mais importante, deixando de lado pelos comícios curiais.
Enfraquecidos com as guerras e enfrentando oposição dos patrícios em Roma, os etruscos acabaram expulsos em 509 a.C. O fato marcou o início da república, um novo momento da história na cidade.

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Cotidiano e Cultura Grego Antiga - parte 2 - A vida cotidiana na Grécia antiga

A educação Ateniense.

Em geral, as meninas pobres não aprendiam a ler nem a escrever. Até o casamento, que acontecia por volta dos 15 anos, elas aprendiam com as mães os serviços domésticos. Era o pai que escolhia um noivo para a filha.
Os meninos das famílias mais ricas eram educados por um pedagogo, em geral um escravo, que lhes ensinava a ler, escrever e recitar poemas. Eles também recebiam aulas de música.
A parti dos 15 anos de idade, os garotos frequentavam o ginásio, onde praticavam exercícios físicos e discutiam questões políticas e filosóficas.
Azeite, vinho, pão, mel e frutas, principais alimentos
consumidos pela população grega.
Depois dos 20 anos, o jovem tinha mais dois anos de preparação militar, momento em que se tornava cidadão. 

A alimentação na Grécia Antiga

Os gregos comiam pão, frutas, verduras, vagens e pescados, e temperavam os alimentos basicamente com azeite. O vinho era a bebida naus consumida e raramente se comia carne. Como não conheciam o açúcar, os gregos adoçavam sua comida com mel.

Esparta, uma pólis guerreira

A cidade de Esparta, localizada ao sul da Península do Peloponeso, tinha o exército mais poderoso da Grécia.
A educação espartana era muito rígida. Quando a criança nascia, era encaminhado a um conselho de anciãos para ser examinado. Se a criança parecia ter alguma deficiência, era lançada a um precipício. Se a consideravam saudável, ficava sob os cuidados da mãe.
Após sete anos de idade, os meninos espartanos passavam a viver em quartéis. La se dedicavam ao exercício militar e se habituavam a suportar a dor, a fome e o frio.
Após o pperíodo de treino, os jovens espartanos eram submetidos a um ritual de passagem. Os que não fossem condiderados aptos para a guerra, caíam para uma condição inferior dentro do grupo de espartanos.
Voltados para a Guerra, os cidadãos espartanos sobreviviam basicamente de produtos cultivados em suas terras pelos hilotas. Em Esparta, o comércio externo praticamente não existiam.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Cotidiano e Cultura Grega antiga - parte 1 - A vida cotidiana na Grécia antiga

A cidade de Atenas

A vida da  cidade de Atenas se organizava em torno de dois centros princpais: a ágora e a acrópole.
  • A ágora era uma grande praça pública  onde se encontrava o mercado e onde os atenienses se reuniam para passear, conversar e participar das assembléias.
  • A acrópole era a  parte mais elevada da cidade. O local tinha a função de proteger os habitantes da pólis contra a ameaça externa, além de servi de centro religioso. Na acrópole ateniense, estava o Partenon, templo dedicado à deusa Atena, protetora da cidade.

As atividades econômicas

A pólis de Atenas era formada pela cidade e por  áreas rurais vizinhas. Na cidade, os habitantes se dedicavam principalmente ao  artesanato e ao comércio.
Escultura mitológica grega
  • Os produtos artesanais eram feitos em pequenas oficinas que produziam cerâmicas, armas tecidos etc. Os vasos gregos eram em geral pintados com cenas míticas ou com ilustrações da vida cotidiana.
  • Os comerciantes navegavam pelo Mar Mediterrâneo vendendo produtos atenienses e comprando madeira, cobre e principalmente trigo. Os gregos usavam moedas de prata como pagamento.
Os cidadãos atenienses que se dedicavam às atividades comerciais e bancárias eram malvistos pela sociedade. Por essa razão, os metecos (estrangeiros), e os escravos predominavam nesse tipo de trabalho
No campo, os agricultores cultivavam principalmente uva e azeitona, matérias-primas para fabricar vinho e azeite. O trigo, o produto mais consumido e importante da alimentação ateniense, vinha de colônias espalhadas pelo Mediterrâneo.

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

A civilização Grega - parte 5 - A implantação da democracia na Grécia Antiga

A colonização de novas terras possibilitou que o comércio entre as cidades crescesse e a riqueza fosse distribuída para indivíduos fora das elites. Tanto que, no início do século VII a.C., os camponeses, artesãos e comerciantes passaram a exigir maior participação na vida política das cidades.
A grave crise social gerada pela escassez de terras fez com que alguns aristocratas vissem a necessidade de implementar reformas. Sólon foi um desses aristocratas.
No final do século VI a.C., Sólon elaborou um código de leis que proibia a escravidão por dívidas, que afetava muitos camponeses pobres. Ele também estabeleceu que indivíduos mais pobres podiam votar na assembléia popular - a ekklésia -, que escolhia os magistrados. Foi criado ainda a boulé, conselho composto de 500 membros escolhidos pela ekklésia. Esse conselho elaborava leis a serem votadas pela assembléia popular.
Antes mesmo de terminar o século VI novas reformas ocorreram. A ekklésia e a boulé foram fortalecidas com a implementação de um sorteio para o preenchimento das magistraturas. Desse modo, qualque indivíduo, rico ou pobre, podia ser magistrado. Daí o nome desse tipo de governo: democracia (demos, o povo; kratos, poder, ou seja, poder ou governo do povo).

O século de Péricles

Acrópole de Atenas, na Grécia. A acrópole era a parte mais elevada da cidade,
que servia de fortaleza e onde se construíam os templos. 
O regime democrático em Atenas atingiu seu auge sob a liderança do aristocrata Péricles, por volta do ano 440 a.C. Ele insistiu um pagamento para aqueles que exercessem funções pública. Assim, as pessoas mais pobres podiam servi à pólis e receber uma quantia em dinheiro por esse trabalho. Péricles ainda incentivava a atividade econômica e cultural na cidade e ordenou a reconstrução de acrópole, destruída pelos persas (veja a foto). O período em que Péricles comandou Atenas ficou conhecido como "O século de Péricles".

A sociedade ateniense

Em Atenas somente pequena parcela do povo tinha direito de participar da vida política. Isso acontecia porque apenas os homens adultos, filhos de pais atenienses, eram cidadãos e, portanto, podiam votar nas assembléias e ser magistrados.
Os cidadãos mais ricos eram em geral grandes proprietários de terras. Eles viviam nas cidades, onde se dedicavam à política, à filosofia e praticavam exercícios físicos. Os cidadãos menos ricos podiam ser donos de uma pequena oficina, onde trabalhavam com a ajuda de uns poucos escravos e de sua família. Podiam ainda ser donos de pequenos lotes agrícolas. Havia também cidadãos pobres, que trabalhavam em troca de salário.
Em Atenas, estrangeiros, mulheres e escravos não eram considerados cidadãos.

Os estrangeiros

Os estrangeiros, conhecidos como metecos, não podiam possuir terras no território da cidade e pagavam um imposto pessoal. Muitos deles trabalhavam no comércio, no artesanato e praticavam o empréstimo de dinheiro a juros. Havia metecos donos de grandes fortunas e outros que trabalhavam em troca de salário.

Mulheres e escravos

A vida dos escravos e das mulheres variava de acordo com a casa em que viviam. As mulheres pobres tinham que preparar os alimentos e cuidar dos filhos, atividades que as mais ricas podiam deixar a cargo de escravos ou escravas.
Os escravos eram em geral prisioneiros de guerra ou filhos de escravos. Eles trabalhavam em campos, em minas e na produção artesanal. A maioria deles vivia nas cidades.

Veja também a continuação desta matéria:

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A civilização Grega - Parte 3 - As origens da civilização

Do genos à cidade-Estado

Ânfora grega em cerâmica, utilizada
para guardar vinho.
A ruína dos palácios provocou o fim do poder dos reis. A aristocracia guerreira manteve controle sobre os camponeses, mas dentro do grupo aristocrático vários gené (plural de genos) buscavam concentrar poder.
O genos era uma grande família aristocrática que acreditava ter um descendente em comum (que podia ser até um deus). O genos era formado pelos membros de uma família e por seus dependentes, escravos ou livres. O genos incluía também toda a propriedade - gado, terras, casas - sob a autoridade do chefe da família.
O chefe do genos mais poderoso era o rei da comunidade e governava com o auxílio de uma assembléia de guerreiros. A assembléia discutia os assuntos de interesse da comunidade e tinha como princípio igualdade entre todos os aristocratas. Essa forma de governar a comunidade deu origem a um tipo específico de organização política: a pólis ou cidade-Estado. Isso ocorreu por volta dos séculos VIII e VII a.C.

A cidade-Estado grega

Moedas gregas dos séculos V-III a.C.
A pólis pode ser definida como uma comunidade de cidadãos livres que se autogovernavam. Para tanto, dispunham de assembléias e magistrados, e de um conselho que preparava os pontos a serem discutidos nas assembléias, nos conselhos e nas magistraturas. 
Com o tempo, a cidadania foi se ampliando para outros grupos sociais, enfraquecendo os gené. Alguns fatores contribuíram para isso, como a expansão grega pelo Mar Mediterrâneo.

A expansão colonial grega

Por volta dos séculos IX e VIII a.C., a população cresceu rapidamente na Grécia, e as terras agrícolas tornaram-se insuficientes. A constante divisão de terras entre os membros dos gené (do pai para os filhos homens) foi diminuindo de tamanho das terras cultiváveis necessárias para manter as famílias. Em contrapartida, os aristocratas tinham mais terras que os camponeses pobres, que se viam obrigados a trabalhar para eles e acabavam endividados, tornando-se, às vezes, escravos. Essa situação gerou fortes tensões sociais.
Uma forma de obter novas terras e resolver a crise era fundar colônias em outras regiões do Mar Mediterrâneo. As colônias eram chamadas pelos gregos de apoikiai, ou seja,  "afastamento de casa". Elas mantinham laços estreitos com a cidade-mãe, mas eram independentes e podiam até criar outras colônias. Dessa maneira, os gregos foram se espalhando pelo Mediterrâneo.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Hebreus parte 5 - Vida dos Hebreus

O território onde os hebreus se fixaram caracteriza-se por quatro regiões distintas:
Cebola, lentilha, trigo e videira, produtos cultivados
pelos Hebreus

  • a costa do Mar Mediterrâneo;
  • as montanhas da Galiléia, Samaria e Judéia.
  • os vales, particularmente o do Rio Jordão
  • o deserto.
As áreas férteis alternaram-se com espaços áridos. As reservas de água não são abundantes e chove apenas no inverno. Os recursos naturais escassos, a aridez e o clima quente da Palestina impõem duras condições de vida aos seus habitantes.
Os hebreus que habitavam terra mais férteis eram sedentários: cultivavam trigo, cevada, lentilhas, pepinos, cebolas, oliveiras, videiras e figueiras.Também era comum a criação de abelhas para a coleta de mel.
Nas terra mais pobres, a população era nômade e praticava o pastoreiro de ovelhas e cabras. Era comum serem vistos grupos de homens vagando com seus rebanhos em busca de pastagens. Nas cidades havia muitos artesãos: ouvires, carpinteiros, ceramistas. A cidade abrigava também mercadores que comercializavam com Egito, Síria e as ilhas gregas.
Veja também a parte 6

sábado, 1 de setembro de 2012

Fenícia - Parte 2

♫ O alfabeto fenício

O alfabeto fenício desenvolveu-se diretamente das escritas lineares mais antigas. 
A escrita linear surgiu aproximadamente em 3500 a.C., na região da Mesopotâmia, como resultado do uso de desenhos em sequencia. Atualmente o sistema linear pode ser observado em diversas línguas. Algumas línguas são escritas ordenadamente em colunas verticais, como o chinês e o japonês; outras como o português e o hebraico, são em linhas horizontais.
A maior contribuição dos Fenícios, porém, foi terem conseguido representar todos os sons de sua língua com apenas 22 letras. Ao desenvolver letras  que representavam sons, os fenícios criaram o alfabeto. Ele foi adaptado pelos gregos, que acrescentaram as vogais.

♫ A religião dos Fenícios

Apesar de estarem ligados ao mar, a agricultura e o pastoreiro foram a base da alimentação dos fenícios. Talvez isso explique a razão de suas divindades religiosas estarem associadas às forças da natureza, aos astros e à fertilidade.
A religião fenícia sofreu muita influência dos mitos  caldeus  egípcios. Os deuses fenícios são chamados de Baal e Baalat, "senhor" e "senhora", porque era proibido pronunciar seus verdadeiros nomes. O culto aos deuses era feito com oferendas de vegetais e animais e,  ocasionalmente com sacrifícios humanos, inclusive de crianças.

♫ A Fenícia e os impérios

A Fenícia se localizava em uma região de passagem entre os povos da Ásia e o Egito. Por essa razão, todos os grandes impérios da Antiguidade, formados nas proximidades do Mar Mediterrâneo, apoderaram-se do território fenício. Foi o caso dos impérios egípcios, assírio, caldeu, macedônico e romano.  O resultado disso foi que os fenícios receberam diversas influencias culturais, que depois eles se encarregaram de adaptar e difundir pela região do Mediterrâneo. 

Fiim!!
Veja também:

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

China Parte 3: A economia chinesa do período Chou (Zhou)

♦ A Agricultura Chinesa

A base da atividade agrícola, ao norte, era o cultivo do painço, uma espécie de gramínea usada na alimentação humana e de animais domésticos. Também se cultivavam cevada, arroz (no sul e no nordeste), trigo, melão, abóbora, pepino, cebola, alho e outros produtos. Destacavam-se também as culturas de amoreira, cuja folhas eram usadas como alimento para as criações de bicho-da-seda, e do cânhamo, utilizado na produção de tecidos.
No período Chou (Zhou), houve algumas inovações técnicas. Há indícios de uso de bovinos para arar a terra e a prática da rotação de culturas, o que permitiu o aumento da produção agrícola. Além disso, os chineses desenvolveram um eficiente sistema de irrigação, aproveitando as águas dos rios, principalmente do Rio Amarelo.

♦ Outras atividades econômicas

Na China da Dinastia Chou, havia também uma intensa exploração de madeiras e criava-se gado. No artesanato desse período, destacaram-se a tecelagem da seda, atividade executada em geral pelas mulheres, e a fabricação de objetos de madeira e bronze. Muitas das peças produzidas pelos artesãos desse período baseavam-se nas técnicas desenvolvidas do período Chang (Shang).
As atividades comerciais se desenvolveram na China durante a época Chang. Os primeiros objetos usados como moeda foram tipos de conchas, mais tarde substituídos por peças de osso. No período Chou, as operações comerciais passaram a ser feitas com objetos de cobre.
A ampliação das atividades mercantis levou governos a investir na construção e na manutenção das estradas, por onde passavam caravanas de mercadores e veículos que transportavam pessoas. O transporte fluvial tinham pouca expressão

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